Lula detalha reunião com Trump após encontro na Casa Branca

Por: Rádio Sampaio com Metrópoles
 / Publicado em 07/05/2026

Andrew Harnik/Getty Images

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comentou, nesta quinta-feira (7/5), a possibilidade de interferência de Donald Trump nas eleições e na política brasileira.

“Eu não acredito que ele vá ter qualquer influência nas eleições brasileiras até porque quem vota é o povo brasileiro e acho que ele vai se comportar como presidente dos EUA deixando que o povo brasileiro decida seu destino, como eu vou deixar que o povo americano decida o destino deles”, completou.

A fala ocorre após uma reunião de três horas entre os presidentes. O brasileiro chegou a dizer que saiu “muito satisfeito” do encontro.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que Donald Trump disse que não tem intenções de invadir Cuba. A informação, divulgada pelo líder brasileiro nesta quinta-feira (7/5) durante coletiva de imprensa na Embaixada do Brasil em Washington, contradiz as recentes ameaças do mandatário dos Estados Unidos contra o país caribenho.

Tarifas

Segundo Lula, as divergências entre as delegações brasileiras e norte-americanas acerca das tarifas econômicas impostas pelos EUA não foram solucionadas durante o encontro. Apesar do impasse, o presidente do Brasil afirmou estar otimista com as negociações.

“Como a gente não podia ficar debatendo o dia inteiro sobre isso, eu propus ao Trump: ‘Vamos dar 30 dias para esses companheiros resolverem o problema'”, disse o presidente brasileiro.

Investimento dos EUA

O chefe do Planalto disse ter cobrado Trump que os EUA invistam mais no Brasil. “Eu disse a ele que muitas vezes nós fazemos licitações internacionais e muitas vezes os EUA não participam, quem participa são os chineses”, afirmou.

Crime organizado

Lula afirmou que a classificação de facções criminosas brasileiras, como o Comando Vermelho e o PCC, não foi tratada na reunião. No entanto, os líderes falaram sobre o combate ao crime organizado na América Latina.

“Estamos levando muito a sério essa questão do combate ao crime organizado. Esse negócio de dizer que as facções tomaram o território das cidades. Temos que dizer que o território é do povo, não é do crime organizado”, disse.

O brasileiro afirmou que um novo projeto sobre o tema será lançado nos próximos dias. “A partir da semana que vem vamos lançar um plano de combate ao crime organizado que é para valer. Quem escapou até semana que vem, tudo bem. Quem não escapou não vai escapar mais”, disse.

Minerais críticos

Lula e Trump discutiram uma parceria sobre minerais críticos e terras raras durante a reunião. Segundo o chefe do Planalto, o Brasil não tem preferência de países para fechar parcerias.

“Nós não temos preferência. O que queremos é fazer parceria, compartilhar com as empresas americanas, chinesas, francesas. Quem quiser para ajudar a gente a fazer mineração, a separação e produzir a riqueza que essas terras raras nos oferecem, estão sendo convidados para ir no Brasil”, declarou durante coletiva.

Cuba

No encontro, Lula disse que Trump prometeu que não vai invadir Cuba. A declaração contradiz as recentes ameaças do mandatário dos Estados Unidos contra o país caribenho.

“O que eu ouvi, não sei se a tradução foi correta, de que ele disse que não pensa em invadir Cuba”, disse o presidente brasileiro ao ser questionado se a situação de Cuba foi discutida na reunião. “Isso foi dito pela intérprete, e acho que isso é um grande sinal até porque Cuba quer dialogar.”

Lula ainda se colocou como possível mediador sobre a ilha caribenha. O presidente, no entanto, não deu maiores detalhes sobre a conversa. “Se ele precisar de ajuda para discutir a situação de Cuba, eu estou inteiramente à disposição.”

Reunião durou três horas

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, informou que o encontro entre os presidentes abordou temas relativos ao comércio bilateral entre Brasil e EUA e as tarifas. Minerais críticos, como as terras raras, também estiveram na pauta.

“Tudo isso se desenvolveu em um clima muito positivo, muito amistoso entre os chefes de Estado. Extrapolando todo o tempo, foi uma reunião muito produtiva em que os presidentes estabeleceram missões em cada uma das áreas”, afirmou o chanceler.

O ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, afirmou que a reunião trouxe um avanço nas relações entre Brasil e EUA “nos mais diversos assuntos”.

“O presidente Trump, com extrema deferência, ouviu e discutiu com toda a sua equipe atenciosamente. Nós compartilhamos com ele as nossas ideias que estão acontecendo, ele fez várias deferências elogiosas”, disse.

Diferentemente do que estava programado, os dois presidentes não realizaram uma coletiva de imprensa conjunta depois da reunião. O petista optou por falar com jornalistas na embaixada do Brasil em Washington.

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