Lula critica intervenção militar na América Latina

Por: Rádio Sampaio com G1
 / Publicado em 10/11/2025

Presidente Lula discursa na abertura da 4.ª Cúpula de Chefes de Estado e de Governo da CELAC e da UE — Foto: Ricardo Stuckert / PR

 

Sem citar diretamente os Estados Unidos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou - neste domingo (9) - a intervenção militar em países da América Latina e do Caribe e afirmou que manobras retóricas antigas são utilizadas para justificar ações 'ilegais'.

"A ameaça de uso da força militar voltou a fazer parte do cotidiano da América Latina e do Caribe. Velhas manobras retóricas são recicladas para justificar intervenções ilegais. Somos uma região de paz e queremos permanecer em paz. Democracias não combatem o crime violando o direito internacional", disse o presidente.

As declarações foram dadas durante participação na 4ª Cúpula entre a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e a União Europeia, em Santa Marta, na Colômbia, no domingo.

Os governos dos Estados Unidos e da Venezuela têm trocado ameaças após a intensificação de ataques militares norte-americanos a embarcações na região caribenha.

Os americanos afirmam que os ataques fazem parte do combate ao narcotráfico e já deslocaram grande efetivo militar para a região. Trump já disse que o regime de Maduro no país sul-americano está "com os dias contados" e não descartou ações terrestres.

Já o governo de Maduro afirma que os americanos estão agindo para desestabilizar o regime –inclusive com participação da CIA, a agência de inteligência norte-americana – e acusa Trump de estar "fabricando" uma nova guerra.

Mercosul 

Lula defendeu ainda que o Mercosul e a União Europeia aproveitem a próxima Cúpula do bloco sul-americano, em dezembro, para selar um acordo comercial “baseado em regras” e “em resposta ao unilateralismo”.

"Na próxima Cúpula do MERCOSUL, em dezembro, espero que os dois blocos possam finalmente dizer sim para o comércio internacional baseado em regras como resposta ao unilateralismo", afirmou Lula, ao discursar na da IV Cúpula CELAC-UE, na Colômbia.

Segundo o presidente, o instrumento possibilitará a formação de um mercado de 718 milhões de pessoas e Produto Interno Bruto (PIB) de 22 trilhões de dólares.

Criminalidade

Em seu discurso, Lula defendeu a integração entre os países para atacar as organizações criminosas. Entre as propostas intercâmbio de informações e operações conjuntas como formas de trabalho conjunto para atacar as organizações criminosas.

"Nenhum país pode enfrentar esse desafio isoladamente. Ações coordenadas, intercâmbio de informações e operações conjuntas são fundamentais para que a gente consiga vencer", destacou o presidente.

Além disso, Lula voltou a repetir que para o combate ao crime organizado ser efetivo é preciso atacar o "financeiro" das organizações.

"É preciso reprimir o crime organizado e suas lideranças, estrangulando seu financiamento e rastreando e eliminando o tráfico de armas. O alcance transnacional do crime coloca à prova nossa capacidade de cooperação", defendeu o presidente.

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Contato

Rua José e Maria Passos, nº 25
Centro - Palmeira dos Índios - AL.
(82) 99641-3231
TELEFONE FIXO - ESTUDIO:
(82)-3421-4842
SETOR FINANCEIRO: (82) 3421-2289 / 99636-5351
(Flávia Angélica)
COMERCIAL: 
(82) 99344-9999
(Dalmo Gonzaga)
O melhor conteúdo. Todos os direitos reservados. Segurança e privacidade
linkedin facebook pinterest youtube rss twitter instagram facebook-blank rss-blank linkedin-blank pinterest youtube twitter instagram
Share via
Copy link