"Muitas das coisas que plantamos, ainda não brotou, ainda não nasceu, mas precisam entender que este ano será de definição na historia e na biografia de vocês na governança deste pais, daqui pra frente não podemos inventar nada, temos que colher o que semeamos, temos que ter certeza, que todos os atos de lançamento, tudo que já anunciamos, vai aparecer agora, e vai depender do esforço de cada um de vocês", disse Lula.
"Vocês tiveram comigo toda a liberdade de trabalhar, vinham me traziam proposta e a gente acertava. Nem tudo que foi anunciado já deu fruto, mas 2025 é o ano da colheita de tudo o que a gente prometeu ao povo, não podemos falhar, não podemos errar e não temos o direito de errar. Reflitam, porque vou chamar individualmente muita gente para conversar, somos um grupo de pessoas de formação e berço diferente, mas temos em comum a causa de fazer esse país crescer", completou Lula.
Lula se reuniu com os ministros para traçar diretrizes para a segunda metade do governo (2025 e 2026) e passar "missões" para combater as causas de desgastes recentes – como a polêmica em torno da fiscalização do PIX e a alta na inflação dos alimentos.
Reforma ministerial
A reunião ministerial acontece num momento em que aliados do governo no Congresso Nacional cobram mudanças no primeiro escalão, buscando dar mais espaço a integrantes de partidos que sustentam o governo no Legislativo.
Oficialmente, a única troca anunciada até agora foi na Secretaria de Comunicação Social (Secom), onde o publicitário Sidônio Palmeira — que atuou na campanha de Lula em 2022 — assumiu como ministro no lugar de Paulo Pimenta (PT-RS).
Segundo aliados de Lula, há cobranças também por trocas em ministérios com gabinete no Palácio do Planalto (Secretaria-Geral e Secretaria de Relações Institucionais), além de pastas como Saúde, Mulheres e Justiça.
Desafios de Lula
O ano de 2025 se inicia com diversos desafios para o governo do presidente Lula na área econômica, na política externa, na relação com o Congresso e no meio ambiente.
Veja abaixo alguns exemplos:
. melhorar a relação com o mercado financeiro (o presidente costuma criticar as projeções do mercado em relação à economia brasileira);
- costurar alianças para as eleições de 2026;
- melhorar a relação com o Congresso (Câmara e Senado terão novos presidentes neste ano);
- aumentar a participação da União em ações de segurança pública nos estados (governadores de oposição têm se manifestado contrariamente);
- viabilizar a COP 30 em Belém, uma vitrine para o Brasil se projetar no mundo como autoridade em preservação ambiental, transição energética e desenvolvimento sustentável.