🔎 Desde o início de seu novo governo, em janeiro de 2025, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, colocou em prática ações de caça e prisão de imigrantes que vivem nos EUA. Durante a campanha eleitoral, ele prometeu expulsar do país todos os estrangeiros em situação irregular no país.
Novos casos
Mesmo com os esforços por discrição, na última semana, as operações do ICE voltaram aos holofotes por conta de duas mortes a tiros causadas pelos agentes. Ambos os casos ocorreram em cidades onde as batidas são pouco habituais: uma pequena cidade no sul do estado do Maine e em Houston, no Texas.
No primeiro caso, um agente do ICE matou a tiros um motorista mexicano durante uma abordagem em Houston na semana passada.
No segundo, que ocorreu na segunda-feira (13), um cidadão colombiano também foi alvejado e morto por um agente de imigração em Biddeford, uma pequena cidade no sul do Maine.
Depois dos episódios, agentes do ICE em todo o país foram orientados a suspender as abordagens a pessoas dentro de veículos, de acordo com fontes ouvidas pela agência de notícias Reuters e pela rede de TV CNN Internacional.
A deputada norte-americana Sydney Kamlager-Dove, democrata que fez campanha para que o governo Trump promovesse uma "diplomacia esportiva" durante a Copa, reagiu às mortes em um post nas redes sociais: "O ICE acabou de assassinar um imigrante menos de uma semana após terem assassinado outro".
Dove também lembrou que o início da Copa foi marcado pelo tratamento hostil dado a algumas delegações, atletas e árbitros.
“Também houve casos de árbitros que não tiveram a entrada permitida. Houve equipes e jogadores retidos por horas a fio para revistas. E o tratamento dispensado à seleção do Irã”.