
Arthur Lira e Lula- Foto: Igo Estrela/Metrópoles @igoestrela
]De acordo com uma ala do governo, o ex-presidente da Câmara Arthur Lira deve manter o controle da Caixa Econômica Federal (CEF), mesmo diante do esperado rompimento do seu partido, o PP, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
De acordo com o portal Metrópoles, nos bastidores do PP e do PT, as indicações para a cúpula do órgão são tratadas como uma concessão de cunho pessoal ao parlamentar, e não devem ser afetadas pelo desembarque formal de sua legenda.
Interlocutores governistas apontam os fatores que colaboram para a permanência da influência de Lira sobre a Caixa, considerada por parlamentares como uma das joias da coroa da máquina pública. O principal é que, além de o presidente do órgão, Carlos Vieira, ser um indicado direto do ex-presidente da Câmara, vários vice-presidentes foram apadrinhados por um consórcio de partidos do Centrão, que vão além do PP, incluindo também o Republicanos do atual presidente da Casa, Hugo Motta.
O fator pessoal tem a ver com uma espécie de “agradecimento” pela colaboração de Lira com o governo durante o período em que presidiu a Câmara, nos dois primeiros anos do governo Lula.
O futuro também está no horizonte do Planalto, uma vez que o parlamentar é o relator do projeto de isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. Trata-se da principal aposta do PT para catapultar a avaliação do presidente visando a reeleição em 2026.
