
A Justiça de Alagoas tornou réus dois homens acusados de matar Johanisson Carlos Lima Costa, conhecido como “Joba”, coordenador das categorias de base do CRB. São eles: Ruan Carlos Ferreira de Lima, apontado como mandante do crime, e Symeone Batista dos Santos. Ambos estão presos.
A informação foi confirmada ao g1, na manhã deste sábado (16), pelo advogado Napoleão Ferreira de Lima Júnior. À reportagem, o defensor de Ruan Carlos afirmou que irá se manifestar sobre a decisão da Justiça.
Joba foi morto aos 33 anos, no dia 23 de janeiro deste ano, no bairro Santa Lúcia, em Maceió, após sair do condomínio onde morava em direção a um ponto de van. O momento do assassinato foi registrado por uma câmera de segurança.
A delegada Tacyane Ribeiro afirmou durante uma entrevista coletiva, em 26 de janeiro, que o coordenador do CRB foi morto por ciúmes e que o mandante pagou R$ 10 mil pela execução. Joba tinha um relacionamento com uma mulher e, após o término, ela se envolveu com o Ruan.
Como a relação entre os dois não deu certo, a mulher estaria reatando com Joba, o que causou insatisfação a Ruan. A ex-noiva de Joba não é apontada como ré, mas não há informações se a participação dela no crime foi descartada.
"Não tem nada a ver com briga de torcida organizada, mas uma questão pessoal. O Ruan contratou essas pessoas para matar a vítima. O plano estava arquitetado desde dezembro do ano passado. Foram 10 mil reais [o valor para a execução]. R$ 4 mil foram pagos na terça-feira, antes do crime", comentou a delegada.

Três suspeitos de terem envolvimento no assassinato de Joba morreram após uma troca de tiros com a polícia no Clima Bom, em Maceió. A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-AL), que não divulgou o nome dos suspeitos.
Apesar disso, no processo do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL), os suspeitos foram identificados como José Cícero Aprígio da Silva, Raul Silva de Melo e Ana Tassia da Silva Santos.Com os eles, a polícia apreendeu dois revólveres, uma pistola e dois capacetes.
A delegada Tacyane Pinheiro explicou que o trio foi localizado após a moto que deu fuga ao executor do crime ser localizada. O responsável pela moto foi preso, enquanto os outros três teriam resistido à abordagem, atirando contra os policiais
O Instituto de Criminalística de Maceió (ICM) identificou a arma utilizada para assassinar Joba. De acordo com a perita criminal Renata Azevedo, responsável pela análise, as armas foram submetidas a exames técnicos e comparada com o projétil retirado do corpo de Joba.
“Após a produção de padrões dessas três armas, submeti e analisei essas amostras no microcomparador balístico confrontando com o projétil encontrado no corpo da vítima. O exame deu positivo para um dos revólveres calibre 38", afirmou a perita.
À época do crime, logo após ser preso, a defesa de Ruan Ferreira, informou que o cliente nega veementemente o pagamento de R$ 10 mil pelo cometimento do crime.
"A polícia levantou a informação que haveria participação da Letícia, ex-companheira do Joba, e eu perguntei ao Ruan. Ele se manteve em silêncio e só disse que a conhecia. Não falou nada sobre relacionamento com ela", disse o advogado Napoleão.
A delegada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Tacyane Ribeiro, informou durante entrevista coletiva que Ruan é historiador e não possui antecedentes criminais. Segundo a delegada, ele confirmou apenas informações básicas, como o nome e profissão.
"Ele não tem nenhum antecedente criminal, estava bastante nervoso. Só respondeu a primeira parte do interrogatório, que é no tocante à pessoa, como nome, estado civil, quantos filhos tem. Mas na parte dos fatos ele preferiu ficar em silêncio. Não confirmou, nem negou", explicou Tacyane Ribeiro.
