Justiça nega pedido de liberdade de terceirizado da Equatorial suspeito de estuprar cliente em Maceió

Justiça nega pedido de liberdade de terceirizado da Equatorial suspeito de estuprar cliente em Maceió

A Justiça de Alagoas negou o pedido de liberdade do prestador de serviço da Equatorial Energia Alagoas, que é suspeito de estuprar uma cliente da empresa dentro da residência dela. A informação foi confirmada pelo Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ) nesta terça-feira (23).

Segundo o TJ-AL, o Ministério Público do Estado (MP-AL) deu parecer pelo indeferimento da liberdade preventiva do homem, mas a Justiça ainda não decidiu.

Segundo os advogados da vítima, Lucas de Sena e Layo Maximiniano, ela está abalada.

“Ela está bastante abalada. Apesar da omissão das empresas envolvidas em fornecer auxílio à família, os próprios parentes estão buscando ajuda psicológica pela rede pública”, disse Lucas de Sena.

O advogado disse que no dia do crime o prestador de serviço estava verificando se havia algum “gato” de energia na residência. Ele então teria pedido que a mulher assinasse o termo de ocorrência, alegando que precisava entrar no imóvel para fazer uma vistoria. Ainda segundo o advogado, o funcionário pediu para que ela fosse na frente, pois era a dona da casa, e quando a vítima ficou de costas para o acusado, ele a agarrou por trás, tampou sua boca e a levou para a cozinha. Logo em seguida, o acusado arrancou a roupa dela e a estuprou.

Já o advogado do homem, Marcondes Costa, diz que houve relação sexual com consentimento, e que o cliente relatou que não houve violência e que a mulher não esboçou nenhum tipo de reação durante o ato sexual.

O advogado disse que o homem chegou a forrar um lençol na cozinha, local da relação sexual. Marcondes Costa disse também que o cliente não tem passagem pela polícia e não tinha nenhuma arma.

“Ele queria fazer uma verificação na casa para ver se havia algum “gato” de energia. Ele relatou que a relação sexual aconteceu sem violência. Ele forrou um lençol na cozinha, tirou o short da vítima e lá teve a relação. A mulher não esboçou nenhum tipo de reação, nenhum grito. À luz do dia cometer um crime tão ignóbil como esse. Não parece razoável acreditar que essa relação sexual tenha sido mediante agressão, ele não tinha nenhuma arma. Ele nunca teve passagem pela polícia”, disse.

A vítima passou por exame de corpo de delito no Instituto de Medicina Legal (IML). O advogado da mulher disse que mais diligências estão sendo realizadas junto à Delegacia da Mulher para juntar documentos e apresentar novas provas.


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