
Momento da prisão do escultor- Foto: Reprodução
Os desembargadores da Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL) negaram a liberdade para o escultor Regivaldo da Silva Santana, acusado de matar quatro jovens – em uma chacina ocorrida em sua chácara no dia 13 de abril deste ano, na cidade de Arapiraca, no Agreste do estado. A decisão foi anunciada na quarta-feira (7).
A defesa do escultor alegou que ele possui condições subjetivas favoráveis, como primariedade, bons antecedentes, residência fixa e ocupação lícita. Alegava ainda a excepcionalidade da prisão preventiva e a impossibilidade de utilização desta como antecipação de pena, além da possibilidade de substituição da prisão preventiva por medidas cautelares diversas ou até mesmo a conversão em prisão domiciliar, diante do fato de ele ser responsável pelos cuidados de duas tias idosas portadoras de necessidades especiais.
As vítimas da chacina foram identificadas como Letícia da Silva Santos, de 20 anos (irmã de Lucas), Lucas da Silva Santos, de 15 anos (irmão de Letícia), Joselene de Souza Santos, de 17 anos (namorava Lucas) e Erick Juan de Lima Silva, de 20 anos (namorava Letícia).
O crime
As vítimas foram mortas no dia 13, mas a polícia só descobriu o crime quase uma semana depois, após a mãe de dois jovens, irmãos, denunciar o desaparecimento deles.
O escultor foi preso no dia 19 de abril, no mesmo dia em que os corpos foram encontrados. No dia seguinte, a polícia prendeu em Sergipe mais dois suspeitos, Wesley Santana Sá e Adriano Santos Lima, por participação no crime. Esses dois últimos foram indiciados por ocultação de cadáver. Ambos estão em liberdade provisória.
Os corpos foram encontrados na propriedade do empresário, juntamente com 10 armas de fogo, uma jiboia e uma cobra píton (espécie exótica originária da Ásia).
Segundo a polícia, com base nas provas colhidas, a alegação de legítima defesa apresentada pelo empresário Regivaldo da Silva Santana, conhecido como Giba, não é verdadeira.
