
Zambelli foi acusada de integrar uma organização criminosa digital responsável por ataques aos sistemas do Poder Judiciário brasileiro - Divulgação/Lula Marques/Agência Brasil
A Justiça da Itália acolheu nesta quinta-feira (16) o pedido do Brasil para a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli. Desta vez, no caso da condenação por porte ilegal de arma. A informação foi confirmada pelo embaixador do Brasil em Roma, Renato Mosca de Souza. Da decisão, ainda cabe recurso.
Carla Zambelli permanece presa na Itália desde 29 de julho de 2025, enquanto responde a processos de extradição solicitados pelo Brasil, após ser condenada pelo Supremo Tribunal Federal a 10 anos de prisão por envolvimento na invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Zambelli está detida em um presídio nos arredores de Roma, unidade que abriga mulheres em regimes de segurança média e alta, dividida em oito seções. Ela é considerada foragida da Justiça brasileira após deixar o país rumo à Itália, onde possui cidadania.
A condenação que motivou a fuga está relacionada à invasão de sistemas do CNJ, episódio no qual, segundo as investigações, foram inseridos documentos falsos em bases oficiais. A decisão do STF determinou pena de 10 anos de prisão.
O caso integra um conjunto de processos que fundamentam o pedido de extradição feito pelo Brasil às autoridades italianas. Enquanto os trâmites legais seguem em análise, a ex-deputada permanece sob custódia no país europeu.
A extradição depende da conclusão dos recursos na Justiça italiana e da decisão final do governo local, conforme previsto em acordos internacionais entre os dois países.
