
Estudante de Arquitetura Maria Eloísa, de 19 anos, diagnosticada com esclerose múltipla. — Foto: Arquivo pessoal
A estudante Maria Eloísa, de 19 anos, superou os desafios impostos pelo diagnóstico de esclerose múltipla durante o ensino médio e agora se prepara para iniciar o curso de Arquitetura, previsto para começar em junho, em Maceió.
Natural de Garanhuns, ela se mudou para a capital alagoana em 2020 com a família. Pouco tempo depois, passou a enfrentar os primeiros sintomas da doença, como fraqueza muscular, dificuldades na fala e locomoção. As crises se intensificaram nos anos seguintes, especialmente em 2023, quando precisou interromper temporariamente os estudos para tratamento.
O diagnóstico definitivo veio em 2024, após investigação médica. Durante o período de recuperação, Maria Eloísa enfrentou desafios para acompanhar as aulas, incluindo dificuldades para escrever e sensibilidade ao calor, o que a levou a adaptar a rotina escolar com o uso de ventilador em sala e anotações digitais.
Com acompanhamento médico e sessões de fisioterapia, a estudante conseguiu recuperar os movimentos gradualmente. Atualmente, o quadro está estabilizado. Ela realiza tratamento contínuo com o medicamento Fingolimode, fornecido pelo Sistema Único de Saúde, além de exames periódicos.
Durante todo o processo, Maria Eloísa contou com o apoio da família, amigos e colegas, além de destacar a fé como elemento importante na recuperação.
O interesse pela área de Arquitetura surgiu em 2025, após participação em um programa educacional na Universidade Federal de Alagoas. Agora, com a conclusão do ensino médio, ela aguarda o início das aulas e afirma estar pronta para uma nova etapa.
Segundo a neurologista Maraysa Pereira, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado são fundamentais para garantir qualidade de vida aos pacientes com esclerose múltipla, que podem estudar, trabalhar e manter uma rotina normal quando acompanhados corretamente.
