
Johnny Depp volta a depor em processo de difamação contra ex-mulher em caso de US$ 50 milhões
O ator Johnny Depp retornou ao banco das testemunhas nesta quarta-feira (20) em um caso de difamação de US$ 50 milhões que ele disse ter trazido à tona para expor a verdade sobre seu relacionamento com a ex-mulher e atriz Amber Heard, que o acusou de violência doméstica.
Na terça-feira (19), em três horas de depoimento em um tribunal da Virgínia, Depp disse que ele e Heard discutiam, mas ele nunca a agrediu.
Falando baixo e devagar, Depp afirmou que foi um "choque completo" cerca de seis anos atrás, quando Heard "fez algumas acusações bastante hediondas e perturbadoras" de que ele se tornou violento durante o relacionamento.
"Eu nunca cheguei ao ponto de bater na sra. Heard de forma alguma, nem nunca bati em qualquer mulher na minha vida", disse Depp, que usava um terno escuro com o cabelo preso em um rabo de cavalo.
Os dois filhos de Depp de um relacionamento anterior estavam no ensino médio na época.
"A verdade é a única coisa que me interessa", acrescentou. "Estou obcecado pela verdade."
Depp, de 58 anos, alega que Heard, 35, o difamou quando escreveu um artigo em dezembro de 2018 no Washington Post sobre ser uma sobrevivente de violência doméstico. Ele entrou com uma ação de US$ 50 milhões contra Heard em 2018.
O artigo não mencionou Depp pelo nome, mas o advogado de Depp, Benjamin Chew, disse aos jurados há uma semana que estava claro que Heard se referia ao ator de Hollywood.
Os advogados de Heard argumentaram que ela disse a verdade e que sua opinião estava protegida como liberdade de expressão pela Primeira Emenda da Constituição dos EUA. Nos argumentos iniciais, os advogados de Heard disseram que Depp a agrediu física e sexualmente enquanto abusava de drogas e álcool.
