
Janeiro Roxo: Secretaria de Saúde realiza eventos sobre diagnóstico precoce da hanseníase
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) promove este mês dois eventos sobre o Janeiro Roxo, campanha que chama a atenção para o diagnóstico precoce da hanseníase. Um seminário sobre a doença foi realizado ontem (17), e uma mostra de experiências exitosas será realizada no dia 31.
O II Segundo Seminário Estadual de Hanseníase reuniu especialistas na doença durante a manhã, no auditório da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal), localizado na Rua Dr. Jorge de Lima, nº 113, no bairro Trapiche da Barra, em Maceió. O evento contou com painéis que abordaram o cenário epidemiológico da doença no Brasil e em Alagoas, além de ações integradas e estratégias desenvolvidas pela Sesau junto aos 102 municípios de Alagoas.
Já a II Mostra de Experiências Exitosas de Hanseníase em Alagoas vai destacar casos que tiveram um bom resultado após o devido tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no estado. O evento está marcado para o próximo dia 31 de janeiro, das 8h30 às 16h, também no auditório da Uncisal, no Trapiche da Barra, em Maceió. Para se inscrever no evento, basta acessar o link. (https://www.even3.com.br/ii-mostra-de-experiencias-exitosas-em-hanseniase-alagoas-418750/)
As ações foram preparadas pelo Programa de Vigilância e Eliminação da Hanseníase da Gerência de Vigilância e Controle de Doenças Transmissíveis (GVCDT/SEVISA/SESAU), em parceria com a Gerência de Ações Estratégicas-GAEST/SESAU e a Gerência de Atenção Primária GAP/SESAU.
A enfermeira da Área Técnica de Vigilância e Eliminação da Hanseníase da Sesau, Rayssa Teixeira, explicou que a secretaria também enviou um material com um check-list de sugestões para todos os municípios de Alagoas, com o objetivo de auxiliá-los nos planejamento de atividades durante a campanha do Janeiro Roxo. “Estamos recebendo os cronogramas dos municípios e construindo um calendário único para que a gente se faça presente em algumas atividades. Com isso, reforçamos nossa parceria com as secretarias municipais de saúde”, disse Rayssa.
O secretário de Estado da Saúde, médico Gustavo Pontes de Miranda, destacou a importância de se trabalhar conjunto com os municípios para que o enfrentamento da hanseníase tenha êxito. “Estamos sempre abertos ao diálogo com todas as secretarias de saúde de Alagoas e esse canal de relacionamento nos ajuda a oferecer serviços de saúde com qualidade para todos os alagoanos”, comentou o titular da pasta.
Doença crônica e infectocontagiosa, a hanseníase é causada pela bactéria Mycobacterium Leprae e pode ser transmitida de uma pessoa doente que não esteja em tratamento para outra saudável e suscetível. É importante destacar que a hanseníase tem cura e o tratamento é fornecido na rede pública de saúde. Porém, a doença pode causar incapacidades físicas se o diagnóstico for tardio ou o tratamento não for realizado adequadamente, pois atinge pele e nervos do corpo.
Os principais sinais e sintomas que a hanseníase pode apresentar são manchas em áreas da pele com diminuição de sensibilidade térmica (ao calor e ao frio), ao tato e à dor, que podem aparecer em qualquer parte do corpo.
A hanseníase é transmissível por meio de gotículas de saliva durante a fala, tosse e espirro, podendo infectar as pessoas que convivem com doentes que ainda não iniciaram tratamento e estão em fases mais graves da doença. Por isso, todas as pessoas que convivem ou conviveram com o doente devem ser examinadas.
O tratamento é feito por meio de comprimidos que são fornecidos gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Os medicamentos devem ser tomados diariamente e a cada 28 dias, de forma supervisionada na UBS, até o término do tratamento para alcançar a cura da doença.
