
Palácio do Itamaraty | Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles
Nesta terça-feira (26), o Ministério das Relações Exteriores afirmou, em um comunicado à imprensa, que está acompanhando o processo eleitoral venezuelano com “expectativa e preocupação”. No texto, o Itamaraty diz que a candidata Corina Yoris, indicada pela força de oposição do país, foi impedida, sem motivo plausível, de registrar sua candidatura.
“Com base nas informações disponíveis, observa que a candidata indicada pela Plataforma Unitaria, força política de oposição, e sobre a qual não pairavam decisões judiciais, foi impedida de registrar-se, o que não é compatível com os acordos de Barbados. O impedimento não foi, até o momento, objeto de qualquer explicação oficial”, diz o comunicado.
O acordo de Barbados foi assinado após uma negociação entre o governo de Nicolás Maduro e a oposição venezuelana, para que houvesse garantias de que o processo eleitoral presidencial deste ano fosse transparente.
As eleições da Venezuela devem ocorrer no dia 28 de julho. O prazo para a inscrição das candidaturas terminou na madrugada de hoje (26), sem que Yoris fosse indicada como representante de María Corina Machado, a principal opositora de Maduro.
A seguir, leia a nota do Itamaraty na íntegra.
“Esgotado o prazo de registro de candidaturas para as eleições presidenciais venezuelanas, na noite de ontem, 25/3, o governo brasileiro acompanha com expectativa e preocupação o desenrolar do processo eleitoral naquele país.
Com base nas informações disponíveis, observa que a candidata indicada pela Plataforma Unitaria, força política de oposição, e sobre a qual não pairavam decisões judiciais, foi impedida de registrar-se, o que não é compatível com os acordos de Barbados. O impedimento não foi, até o momento, objeto de qualquer explicação oficial.
Onze candidatos ligados a correntes de oposição lograram o registro. Entre eles, inclui-se o atual governador de Zulia, também integrante da Plataforma Unitaria.
O Brasil está pronto para, em conjunto com outros membros da comunidade internacional, cooperar para que o pleito anunciado para 28 de julho constitua um passo firme para que a vida política se normalize e a democracia se fortaleça na Venezuela, país vizinho e amigo do Brasil.
O Brasil reitera seu repúdio a quaisquer tipos de sanção que, além de ilegais, apenas contribuem para isolar a Venezuela e aumentar o sofrimento do seu povo”.
