


Nove pessoas morreram e outras 2.750 ficaram feridas após pagers de menbros do Hezbollah explodirem em uma operação coordenada, na terça-feira (17). Os equipamentos foram importados da Gold Apollo, cuja sede fica em Taiwan, e emitiram um alerta antes da explosão, simulando uma mensagem real.
A Gold Apollo, no entanto, informou que os aparelhos foram fabricados por uma empresa sediada em Budapeste. Os pagers foram produzidos pela BAC Consulting KFT, sediada na capital da Hungria.
O The New York Times informou que o Hezbollah encomendou mais de 3 mil pagers da Gold Apollo. A empresa, que tem sede em Taiwan, não se pronunciou sobre o caso. Os equipamentos foram distribuídos para membros do grupo extremista no Líbano, além de aliados no Irã e na Síria.
O Ministério das Relações Exteriores afirmou na noite desta terça-feira (17/9) que não há brasileiros entre as vítimas dos ataques com pagers que explodiram no Líbano.
A informação foi divulgada por meio de nota. Ainda no comunicado, o ministério afirmou que está empenhado em “prestar as orientações devidas à comunidade brasileira” diante da situação delicada no Líbano.
Os pagers foram um meio de comunicação móvel desenvolvido nas décadas de 1950 e 1960. Ele se popularizou durante as décadas de 1980 e 1990, antes do crescimento do uso de celulares. No Brasil, eles ficaram conhecidos como "bipes".

De acordo com a Al Jazeera, fontes da segurança libanesa informaram que os pageres que explodiram foram importados pelo Hezbollah há 5 meses. Dentro dos equipamentos, foram identificadas cargas explosivas de menos de 50 gramas.
Um membro do Hezbollah disse à agência que os pagers esquentaram antes de explodir. Os equipamentos eram de uma marca que não era comumente usada pelo grupo.
Após o incidente desta terça, o governo libanês pediu que todos os cidadãos que possuem pagers joguem os dispositivos fora imediatamente, segundo a agência de notícias estatal do Irã Irna.
O que se sabe é que eles passaram a ser usados depois que o líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, pediu a seus combatentes, especialmente os que estão na linha de frente na fronteira sul do Líbano com Israel, que parassem de usar smartphones, porque o país vizinho poderia rastrear os aparelhos. Os pagers não têm geolocalização.
O Hezbollah prometeu retaliação, enquanto o governo libanês condenou o ataque e prometeu levar o caso ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU)