


O Ministério das Relações Exteriores divulgou uma nota neste sábado (11), em que diz que o governo brasileiro acompanha "com grande preocupação as denúncias de violações de direitos humanos a opositores do governo na Venezuela" O resultado do processo eleitoral no país vizinho foi questionado não só pela oposição local, mas por vários países do mundo.
O Itamaraty diz reconhecer "gestos de distensão" do governo Nicolás Maduro – "como a liberação de 1.500 detidos nos últimos meses e a reabertura do Escritório do Alto Comissário de Direitos Humanos das Nações Unidas em Caracas" –, mas "deplora os recentes episódios de prisões, de ameaças e de perseguição a opositores políticos".
Sem romper relações com a Venezuela, mas sem reconhecer oficialmente a reeleição de Maduro, o Brasil reforça a defesa do regime democrático. "É fundamental que se garantam a líderes da oposição os direitos elementares de ir e vir e de manifestar-se pacificamente com liberdade e com garantias à sua integridade física", diz o texto.
O Itamaraty também pede diálogo entre as forças políticas venezuelanas para um "entendimento mútuo", a fim de resolver "as controvérsias internas".
Desde esta sexta-feira (10) e até a próxima segunda (13), a Venezuela anunciou o fechamento da fronteira com o Brasil. O governo Maduro também fechou a fronteira com a Colômbia.