


Israel atacou bases nucleares no Irã entre o fim da noite da quinta-feira (12) e a madrugada desta sexta-feira (13), com explosões sendo ouvidas em diferentes pontos de Teerã. O bombardeio mirou infraestruturas nucleares iranianas.
A TV estatal do Irã disse que o chefe da Guarda Revolucionária, Hossein Salami, e o chefe das Forças Armadas do país, Mohammad Bagheri, morreram nos ataques. Dois cientistas nucleares também foram mortos.
O ataque ocorre em meio ao aumento das tensões entre os dois países e ao avanço do programa nuclear iraniano.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que os país não têm ligação com o ataque.
Em comunicado divulgado, Rubio afirmou que a prioridade do governo norte-americano é proteger as forças americanas na região e que, segundo Israel, o ataque foi necessário para sua autodefesa.
O presidente Donald Trump deve se reunir nesta sexta-feira (13) com seu gabinete para avaliar a situação.
Prevendo retaliações iranianas, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, declarou estado de emergência no país e determinou o fechamento do espaço aéreo como precaução contra possíveis retaliações.
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que a ofensiva durará “quantos dias forem necessários”.
O governo israelense alega que o Irã mantém um programa secreto para desenvolver armas nucleares, possui milhares de mísseis balísticos e fornece armamento a grupos como Hezbollah e Hamas.
Após as explosões, o governo iraniano publicou uma mensagem no X que pode ter sido direcionada a Israel: “Lembre-se, nós não iniciamos isso”.
Retaliação
O Irã lançou mais de 100 drones em direção a Israel na madrugada desta sexta-feira (13). A ação ocorreu em resposta aos ataques de israelenses - que também resultaram na morte de altos comandantes militares do regime iraniano.
"Nas últimas horas, o Irã lançou mais de 100 drones em direção a Israel, e todos os sistemas de defesa estão agindo para interceptar as ameaças", disse o porta-voz do exército israelense, Effie Deffrin.