Irã e EUA fazem acordo de cessar-fogo por 60 dias; falta aval de Trump

Rádio Sampaio com Metrópoles
Publicado 28/05/2026
Arte Carla Sena/Metrópoles sobre fotos Getty Images

 

Autoridades do Irã e dos Estados Unidos chegaram a um acordo sobre um memorando de entendimento para estender o cessar-fogo entre os países por 60 dias e aprofundar as discussões sobre o programa nuclear iraniano, mas ainda falta a aprovação do presidente americano Donald Trump. As informações foram confirmadas ao Metrópoles por fontes norte-americanas da Casa Branca.

Esta extensão do cessar-fogo, que está em vigor desde 8 de abril, viria em um momento tenso no Oriente Médio, com EUA e Irã trocando ataques nos últimos dias, nos confrontos mais graves desde que a trégua foi acordada.

Detalhes do acordo

As autoridades americanas informaram ao jornal que o acordo prevê que a navegação pelo Estreito de Ormuz será “sem restrições”, sem cobrança de pedágio por parte do Irã.

O bloqueio naval dos Estados Unidos contra navios ligados a portos iranianos também seria suspenso.

Caso haja o aval de Trump para o memorando, as partes devem discutir, nos 60 dias de cessar-fogo, a questão do enriquecimento de urânio pelo Irã. Os Estados Unidos acusam o país persa de almejar o desenvolvimento de armas nucleares, enquanto o Irã afirma que enriquece urânio por ambições civis, como avanços na medicina e na área de energia.

EUA e Irã trocam ataques apesar da trégua

Os avanços diplomáticos não impediram que os países trocassem ataques na quarta e quinta-feira.

Os Estados Unidos atingiram uma estação de controle no porto de Bandar Abbas, na quarta-feira (27/5), afirmando que a base estava lançando drones iranianos contra instalações americanas na região. “Essas ações foram calculadas, puramente defensivas e visavam manter o cessar-fogo”, afirmou um oficial americano à Reuters.

O Irã respondeu nesta quinta. Segundo a agência Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária Islãmica do Irã (IRGC), informou que forças iranianas dispararam contra um petroleiro americano que tentava atravessar o Estreito de Ormuz, forçando-o a recuar. A IRGC também afirmou ter alvejado bases militares americanas no Oriente Médio, sem especificar o país.

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