Idosa de 90 anos escapa do Hamas após fazer referência a Messi

Esther Cunio e um militante palestino | Foto: MLS

Um novo documentário sobre o ataque do Hamas a Israel no dia 7 de outubro de 2023, chamado “Voces Del 7 De Octubre: Histórias Latinas de Sobrevivência”, levou a público uma história vivida por Esther Cunio (90), que escapou de dois militantes do grupo terrorista após dizer que era do mesmo país que o jogador Lionel Messi. Na ocasião, um dos indivíduos disse que gostava do atleta. O caso ocorreu em uma das comunidades próximas à fronteira com Gaza.

Esther Cunio nasceu na Argentina, mas estava vivendo como israelense no kibutz Nir Oz. Na manhã do dia 7 de outubro, dois terroristas armados entraram em sua casa e exigiram saber onde o resto de sua família estava. A idosa pediu para que eles não falassem com ela, porque ela não sabia falar árabe.

“Eu não sei a sua língua. Você fala árabe e eu falo hebraico mal’. Eu digo a ele, ‘eu falo em espanhol argentino'”, contou Cunio no documentário. Em resposta, um dos homens perguntou o que é a Argentina. Usando um hebraico mal falado, espanhol e gestos, a senhora continuou a conversa, perguntando se o invasor assistia futebol.

“Então ele me diz, ‘sim, sim, eu gosto de futebol’. Então eu digo a ele, ‘eu sou de onde Messi é’. Então ele responde: ‘Messi! Eu gosto do Messi’”, contou.

Depois disso, o indivíduo colocou seu rifle de assalto no colo da idosa e ficou ao lado dela, posando para uma foto. O segundo terrorista bateu a foto. ““Ele colocou a mão assim”, disse Cunio, estendendo dois dedos. “E eles tiraram a foto de nós, e, bem, eles foram embora”.

O terrorista usava uma bandana da Jihad Islâmica, um grupo armado que se uniu ao islâmico Hamas.

Família vítima do Hamas

Membros da família de Cunio que estavam em outra parte de Nir Oz foram feitos reféns, incluindo suas bisnetas gêmeas de três anos. Os netos da idosa, David (33) e Ariel (26) ainda estão em cativeiro, em Gaza.

No caso de David, ele foi sequestrado junto a sua esposa e seus filhos gêmeos, que foram libertados durante uma breve trégua que ocorreu em novembro.

Um quarto da comunidade de Nir OZ foi morto ou sequestrado durante o ataque de 7 de outubro.

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