Homem preso por espancar namorada no elevador diz ter sido agredido na prisão
Por: Rádio Sampaio com G1
/ Publicado em 03/08/2025
Antes do crime, Igor Eduardo Pereira Cabral, de 29 anos, era conhecido por seu desempenho nas quadras. — Foto: Reprodução
O ex-jogador de basquete Igor Eduardo Pereira Cabral, preso em flagrante após espancar a namorada com mais de 60 socos dentro de um elevador em um condomínio de Natal (RN), denunciou ter sido agredido por agentes penais após ser transferido para a Cadeia Pública Dinorá Simas, em Ceará-Mirim, na última sexta-feira (1º).
De acordo com o depoimento prestado na Delegacia de Plantão da Zona Norte de Natal, onde registrou a ocorrência, Igor afirmou que foi colocado nu, algemado e isolado em uma cela, onde sofreu agressões físicas como socos, chutes, cotoveladas e ainda foi atingido com spray de pimenta. Segundo o relato, os policiais penais ainda teriam o ameaçado, dizendo que ele havia “chegado no inferno” e que deveria se matar.
A Secretaria da Administração Penitenciária (Seap) informou que tomou providências imediatas após tomar conhecimento da denúncia. Uma equipe da Coordenadoria da Administração Penitenciária e da Ouvidoria do Sistema Penitenciário foi encaminhada à unidade para apurar os fatos, acompanhar o detento e garantir o registro da ocorrência e a realização de exame de corpo de delito no Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP).
A defesa do ex-jogador havia solicitado que ele ficasse em uma cela isolada por questões de segurança. No entanto, segundo a Seap, a Cadeia Pública de Ceará-Mirim não dispõe de celas individuais.
Igor Cabral havia sido preso no dia 26 de julho, após as agressões contra a namorada serem registradas por câmeras de segurança do elevador do prédio onde o casal residia. Ele teve a prisão convertida em preventiva após audiência de custódia e respondendo por tentativa de feminicídio.
Vítima passou por cirurgia reparadora
A mulher espancada pelo ex-jogador foi submetida, também na sexta-feira (1º), a uma cirurgia de reconstrução facial no Hospital Universitário Onofre Lopes (Huol), em Natal. Segundo o hospital, a vítima sofreu múltiplas fraturas no rosto e no maxilar, e a intervenção teve como objetivo restaurar a forma e a função da face.
Logo após o crime, ainda sem conseguir falar, a vítima escreveu um bilhete à polícia relatando que Igor havia dito que iria matá-la: “Eu sabia que ele ia me bater. Então, não saí do elevador. Ele começou a me bater e disse que ia me matar.”
Canais de denúncia
Casos de violência contra a mulher podem ser denunciados pelos seguintes canais:
Polícia Militar: 190 (emergência)
Polícia Civil: 181 (disque-denúncia)
Central de Atendimento à Mulher: 180 (orientações, encaminhamentos e acompanhamento de denúncias)
O atendimento é gratuito e funciona 24 horas por dia.