
Inauguração da fábrica da GWM contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do comando global e internacional do grupo chinês - Foto: GWM/Divulgação
A montadora chinesa Great Wall Motors (GWM) inaugurou, no último dia 15 de agosto, sua primeira fábrica no Brasil, em Iracemápolis (SP), onde pretende produzir até 50 mil veículos por ano. O investimento faz parte do plano de R$ 10 bilhões que a empresa se comprometeu a aplicar no país até 2032.
Durante a cerimônia, que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do CEO global da GWM, Mu Feng, a montadora também anunciou a criação de seu primeiro Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da América do Sul, com mais de 60 técnicos e engenheiros focados em tecnologia flex-fuel e adaptação de veículos às condições brasileiras.
Na unidade paulista serão produzidos os SUVs Haval H6 e H9, além da picape Power P30. A fábrica foi adquirida da Daimler em 2020 e passa a ser o polo de fabricação local da marca. No entanto, a GWM tem planos ainda maiores: pretende vender entre 250 mil e 300 mil carros no Brasil, somando veículos importados e nacionais.
Com essa meta, a empresa já estuda a construção de uma segunda fábrica no país, com decisão prevista para 2026. Estados como Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Espírito Santo já apresentaram propostas para receber a nova unidade, que poderá atender a segmentos de veículos abaixo de R$ 200 mil, como um SUV menor que o H6 e uma picape compacta.
A segunda fase de aportes da GWM deve ser direcionada à cadeia de suprimentos, montagem de baterias e até ao segmento de veículos pesados. Com maior nacionalização de componentes, a montadora poderá exportar carros fabricados no Brasil para outros países do Mercosul, como Argentina e Uruguai.
No evento, a GWM apresentou ainda o Wey 07, SUV híbrido plug-in (PHEV) que será lançado em outubro no mercado brasileiro. O modelo impressiona com 517 cv de potência, aceleração de 0 a 100 km/h em 4,9 segundos e autonomia elétrica superior a 100 km, graças à bateria de 42,5 kWh.
O interior aposta no luxo: painel digital de 12,3 polegadas, sistema de áudio com 16 alto-falantes, ar-condicionado de três zonas, aquecimento do volante e recursos de segurança como frenagem automática de emergência, controle de cruzeiro adaptativo e assistência de manutenção de faixa.
Segundo Ricardo Bastos, diretor de assuntos institucionais da GWM Brasil, o país tem servido como um “laboratório de boas experiências” para a marca. A expectativa é vender 36 mil veículos em 2025, um crescimento de 23% em relação a 2024.
“Há muito espaço para o que estamos nos propondo a fazer no Brasil: cuidar bem do consumidor, ter uma política de preço único e atender os clientes com nossa rede de forma saudável”, destacou Bastos.
