


Um grupo armado, ainda não identificado, mantém 13 pessoas sequestradas em uma área rural próximo à fronteira entre a Colômbia e a Venezuela; é o que denunciam uma autoridade local e o órgão estatal de direitos humanos.
"Temos o sequestro e o desaparecimento de 18 pessoas, das quais já foram encontrados pela Defensoria do Povo cinco meninos e meninas", disse o prefeito de Puerto Rondón, município colombiano a cerca de 100 km da Venezuela.
Segundo Gallardo, nesta zona estão presentes insurgentes do Exército de Libertação Nacional (ELN) e rebeldes que se distanciaram do acordo de paz que desarmou as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em 2017.
A Defensoria, entidade que zela pelos direitos humanos, confirmou que na área há "pessoas desaparecidas (...) por causa da incursão, em 20 de julho passado, de uma estrutura armada ilegal".
"Chegaram às casas e levaram [os moradores] aos grupos que estão no setor. Até agora nenhuma" destas organizações reivindicou o sequestro, de acordo com a autoridade local. O ELN mantém negociações de paz com o presidente Gustavo Petro, e combinou uma trégua que expira em agosto.
Cinco menores, com idades entre dois e 12 anos, foram encontrados pela Defensoria do Povo, "confinados em uma fazenda na zona rural de Puerto Rondón", segundo comunicado. Apesar disso, ainda "não se sabe o paradeiro de vários (moradores) locais, incluindo menores", acrescentou a entidade.