


Nesta quinta-feira (12), o embaixador brasileiro em Kiev, Rafael de Mello Vidal, rebateu as críticas do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e negou que o governo brasileiro seja “pró-Rússia”.
“O Brasil não é pró-Rússia, o Brasil não é pró-Ucrânia, o Brasil é pró-paz”, declarou o diplomata brasileiro em nome do governo. “O Brasil tem parcerias estratégicas com os dois países que são tradicionais e no cenário da tragédia humanitária que a Ucrânia enfrenta, decorrentes da guerra da Rússia, nós entendemos que a o fim dessa tragédia humanitária não pode esperar amanhã nem no futuro próximo”.
O representante brasileiro enfatizou que a postura histórica da diplomacia do Brasil é de neutralidade, e defendeu que tal posicionamento pode ajudar na resolução da guerra.
“Essa neutralidade, eu tenho dito sempre que se fosse abandonada não seria a melhor forma do Brasil ajudar a Ucrânia”, destacou Vidal. “Porque, se nós abandonássemos a neutralidade teríamos muito pouca capacidade militar de alterar as regras da guerra, teríamos muito pouca capacidade financeira de atuar em prol da Ucrânia e eles perderiam o grande instrumento que o Brasil pode oferecer, que é a capacidade de diálogo e comunicação com Moscou”.
As declarações do chefe de missão brasileira em Kiev surgem um dia após Volodymyr Zelensky alfinetar, mais uma vez, o posicionamento do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a guerra.
Em entrevista ao Metrópoles, o líder ucraniano acusou o Brasil de ser “pró-Rússia”, e alegou que a proposta de paz apresentada em conjunto por Brasil e China em maio é “destrutiva”.