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O governo federal estuda a possibilidade de promover a reestatização de empresas de energia. Para ministros e técnicos, a ausência do Estado atuando diretamente no setor evidencia um problema "sistêmico" — a perda do controle de uma área considerada estratégica.
A preocupação com os apagões, porém, não está restrita ao Ministério de Minas e Energia (MME). No Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), o ministro Flávio Dino tratou do tema com seu sucessor, Ricardo Lewandowski, que assume o comando da pasta nesta semana. A discussão foi na reunião da equipe de transição.
Flávio Dino adiantou que o secretário nacional do Consumidor, Wadih Damous — que deve continuar no cargo na gestão de Lewandowski —, instalou um procedimento para avaliar a situação do fornecimento de energia. E que articula um grupo de trabalho, que incluirá o MME e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Damous se reuniu com a concessionária do Rio de Janeiro (Enel Energia) e está instaurando um processo, tendo em vista que houve colapsos seguidos em São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Outro fato comentado foi o ocorrido no Amapá, que, em 2020, viveu 21 dias quase totalmente se fornecimento de luz em 16 municípios. "Então, há algo sistêmico", observou Flávio Dino.
De acordo com o Correio Braziliense, cresce entre integrantes do primeiro escalão do governo a ideia de reestatizar o setor. A iniciativa, aliás, é vista com simpatia por governadores, deputados e senadores — sobretudo os ligados ao Palácio do Planalto.
