
Governo de Alagoas publica portaria que libera o uso de Hidroxicloroquina e Cloroquina no tratamento da Covid-19
O governo de Alagoas publicou um decreto no Diário Oficial do Estado (DOE) que libera o uso de hidroxicloroquina e cloroquina no tratamento da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. Segundo a portaria, o uso foi liberado apenas para pacientes hospitalizados em decorrência da doença.
A indicação e passa a valer nesta quarta-feira (15). O governador Renan Filho anunciou em suas redes sociais sobre essa liberação na terça (14).
Segundo a publicação, embora ainda não haja comprovação científica, a substância é a que mais se aproxima de uma indicação de melhora no uso no tratamento, e deverá ser usada no tratamento de pessoas hospitalizadas com a Covid-19.
O uso da cloroquina é alvo de estudos. Apesar de evidências positivas, não há resultados conclusivos e médicos alertam para os efeitos colaterais, como a arritmia cardíaca. A Organização Mundial da Saúde (OMS) diz que nenhum medicamento, até agora, se mostrou seguro e eficaz contra a Covid-19. No Brasil, o Ministério da Saúde divulgou protocolo que indica o uso da cloroquina para pacientes graves e moderados. (Leia reportagem completa: Uso da cloroquina contra o coronavírus é alvo de estudos e testes; entenda riscos).
Para ser utilizada, o médico deverá conversar primeiro com o paciente, que assinará um termo de consentimento do uso. O médico também deverá assinar um termo, confirmando que esclareceu ao paciente e seus familiares sobre as possibilidades do tratamento com o uso da droga.
No termo que será assinado pelo paciente, fica explicado que “... a cloroquina e a hidroxicloroquina são medicamentos disponíveis há muitos anos para a prevenção e tratamento da malária e também para o tratamento de algumas doenças reumáticas como artrite reumatoide e lúpus. Alguns estudos científicos indicam que estes medicamentes podem inibir a replicação do vírus, o que pode reduzir as complicações causadas pela infecção”.
A hidroxicloroquina e cloroquina deverão ser administradas tanto em casos leves e moderados, quanto nos casos mais graves, em posologias diferentes.
