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O governador do Goiás, Ronaldo Caiado (União), declarou nesta quarta-feira (31) que o MST tem ligação com o tráfico de drogas, que o movimento "não existe" por não ter CNPJ e ainda frisou que não há invasões de terra no estado. Caiado foi ouvido pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o movimento rural.
O governador foi ouvido após requerimento do deputado Gustavo Gayer (PL-GO). "As pessoas que faziam tráfico de drogas se resguardavam nesses acampamentos, para levar adiante o tráfico", declarou o governador, antes de ser interrompido por parlamentares governistas. Em outro momento, ele disse que operações da polícia em acampamentos apreenderam drogas.
Caiado afirmou ainda que o MST promove "doutrinação marxista", e declarou que todos os assentamentos em Goiás foram "alforriados", e que não há invasões do MST no estado atualmente. Questionado por Gayer sobre o custo das ocupações para o estado, Caiado respondeu que 19 ocupações custaram em torno de R$ 500 milhões com horas extras e equipamentos.
A sessão da CPI foi marcada por confusões e bate-bocas entre a oposição e a base governista. As deputadas Sâmia Bomfim (Psol-SP) e Talíria Petrone (Psol-RJ) rebateram as falas de Caiado, enfatizando que o governador estava criminalizando o MST sem provas.
