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Subiu 37% em dois anos o valor gasto pelo governo federal com o Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda.
Os gastos do governo federal com o BPC estão crescendo há dois anos. Em junho de 2022, o programa custou R$ 6,2 bilhões, em valores atualizados pela inflação. Já em junho deste ano, houve uma alta de 37%, passando a custar R$ 8,5 bilhões.
O aumento nos gastos com o BPC se explica, sobretudo, pelo crescimento no número de beneficiários. Em junho de 2022 eram 4,7 milhões. Em junho de 2024 são 5,9 milhões, representando uma alta de 26%.
Agora, a equipe econômica do governo Lula indicou que o BPC passará por um pente-fino. Em 3 de julho, diante da disparada do dólar, o ministro da Economia, Fernando Haddad, anunciou o corte de R$ 25,9 bilhões de despesas, incluindo um "pente fino dos benefícios" sociais, o BPC entre eles. "É um número que foi levantado linha a linha do orçamento, daquilo que não se coaduna com o espírito dos programas sociais que foram criados", afirmou Haddad.
