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O ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, fez uma série de declarações sobre a atuação da facção Primeiro Comando da Capital (PCC) no Brasil e no exterior, destacando que o grupo teria ampliado sua influência para além do tráfico tradicional de drogas.
Segundo Garotinho, o PCC exerce controle absoluto sobre o Porto de Santos — descrito como “o principal corredor de saída de cocaína do país para o exterior” — e estaria presente em mais de 30 países, com articulações diretas com cartéis do México, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), a máfia italiana ’Ndrangheta e o grupo libanês Hezbollah.
Garotinho afirma ainda que a facção expandiu suas operações econômicas para setores legais e ilegais, incluindo redes de combustíveis, motéis, farmácias, imóveis e o controle de “mais de 40% das plataformas de apostas esportivas” no país.
Ele comparou a atuação do PCC com a da facção carioca Comando Vermelho (CV), ao afirmar que o CV, embora tenha começado a estruturar um modelo empresarial semelhante, ainda opera majoritariamente no varejo do tráfico, dominando territórios por meio de violência e intimidação — segundo ele, o CV controla 538 comunidades no Rio e teria em torno de 30 mil fuzis em seu poder, além de 40% dos detentos do sistema prisional fluminense estando vinculados ao grupo.
