


O funeral do príncipe Philip, que morreu aos 99 anos, acontece neste sábado (17) em uma cerimônia reduzida por conta dos protocolos da Covid-19.
O corpo do duque de Edimburgo será velado na Capela de São Jorge, dentro da propriedade real do Castelo de Windsor, onde Philip morava com a rainha Elizabeth II.
Antes do início da cerimônia, o caixão de Philip será guardado em uma capela privada dentro do castelo.
Acompanhe o que deve acontecer durante o dia (no horário de Brasília):
A cerimônia será televisionada, e terá transmissão pelo G1. Ela será bem menor do que se espera para a morte de um monarca.
Por conta das restrições impostas durante a pandemia da Covid-19 no Reino Unido, há um limite de pessoas que podem participar de velórios e funerais.
Na cerimônia deste sábado, apenas 30 pessoas, entre filhos, netos e outros parentes próximos poderão comparecer à Capela de São Jorge.
Além da rainha Elizabeth II, que viveu ao lado de Philip por mais de 70 anos, quatro dos sucessores diretos ao trono participarão da despedida:
O príncipe George – 3º na linha de sucessão –, filho de William, e seus irmãos princesa Charlotte (4ª) e príncipe Louis (5º) não participarão da cerimônia por ainda serem crianças.
O príncipe Harry, que mora nos EUA, voltou ao Reino Unido e teve que cumprir um período de quarentena.
Essa é a primeira vez que ele volta ao país depois da veiculação da polêmica entrevista que ele concedeu ao lado da esposa Meghan Markle à apresentadora americana Oprah.
Markle, a duquesa de Sussex, não estará presente. Ela ficou nos EUA por recomendações médicas. A esposa de Harry está grávida do 2º filho do casal.
Segundo os protocolos sanitários, os convidados manterão distanciamento durante a cerimônia e terão que usar máscaras de proteção.
O gabinete do primeiro-ministro britânico antecipou que Boris Johnson não participará do funeral, para que "mais familiares possam se despedir".
O Palácio de Buckingham pediu aos britânicos que não tentem se aproximar do Castelo de Windsor, próximo a Londres, para evitar aglomerações.
No entanto, algumas pessoas descumpriram com a recomendação e foram até o local, mas não poderão acompanhar a procissão que acontece a portas fechadas.
O caixão de Philip será transportado do Castelo para a Capela de São Jorge – um trajeto de cerca de 600m – em um carro Land Rover modificado.
Segundo a programação divulgada pelo Palácio de Buckingham, uma procissão será feita dentro do terreno do Castelo de Windsor por cerca de 8 minutos até chegar à Capela de São Jorge.
O caixão de Philip no carro será acompanhado a pé por membros da família real, dispostos ao lado e atrás do veículo.
A divisão oficial da procissão traz do lado esquerdo do caixão:
E do lado direito:
Atrás do caixão estarão o príncipe Harry à esquerda, Peter Phillips – filho da princesa Anne – ao centro, e príncipe William à direita.
Mais atrás, o marido de Anne, vice-almirante Sir Timothy Laurence e David Armstrong-Jones, 2º conde de Snowdon, fecham o cortejo.
A rainha Elizabeth II irá separadamente para a Capela de São Jorge.
Ele será carregado por 8 oficiais da guarda pessoal da rainha, que não têm autorização para acompanhar a cerimônia de dentro da Capela.
Além deles, o reverendo de Windsor e o arcebispo de Canterbury, líder da Igreja Anglicana, farão uma saudação especial.
Somando, estas 10 pessoas não fazem parte da contagem oficial de participantes.
Durante a procissão, militares irão realizar disparos em homenagem ao duque de Edimburgo – que fez parte da Marinha britânica.
Em todo o percurso, oficiais da Marinha Real, Fuzileiros Navais, Regimento Real da Escócia, e da Força Aérea Real se apresentarão para o cortejo.
Dentro da capela, o caixão será coberto com o estandarte do duque, uma coroa, o chapéu naval e sua espada.
Também está previsto para às 11 horas, no horário de Brasília, um minuto de silêncio em todo o Reino Unido.
O corpo do Príncipe Philips será sepultado, após o funeral, também em Windsor.
Os convidados poderão usar roupas civis e não trajes militares – mas o uso de máscaras é obrigatório.
A decisão de que uniformes militares, tradicionais para eventos oficiais, não fossem usados está sendo apontada como um aceno da rainha para o neto, príncipe Harry.
Caso os uniformes fossem obrigatórios, Harry e Andrew (filho da rainha) seriam os únicos membros da família real que estariam vestidos com ternos.
Isso porque Harry perdeu suas condecorações ao deixar a família real. O protocolo militar sugere que as vestes oficiais possam ser vestidas apenas com o uso das medalhas.
Já Andrew foi afastado da vida pública após o escândalo causado por sua amizade com o empresário americano Jeffrey Epstein. De acordo com a imprensa, a Marinha Real não teria sido a favor de vê-lo vestindo o uniforme.