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De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), fumar aumenta em 10 vezes a chance de desenvolver o câncer de laringe. A situação piora quando combinados à obesidade, ao estresse e ao mau uso da voz. Sendo assim, a recomendação da médica oncologista Patrícia Amorim é manter as consultas em dia.
O câncer de laringe é o nono tipo de câncer mais comum entre os homens brasileiros e o segundo mais comum na região de Cabeça e Pescoço, atrás apenas dos tumores de cavidade oral. Procure um médico se sentir dor de garganta durante a deglutição, rouquidão, alteração na qualidade da voz, dificuldade de engolir e sensação de "caroço" na garganta. Nas lesões avançadas das cordas vocais, pode ser sentida dificuldade para respirar ou falta de ar.
“Pessoas expostas a óleo de corte, amianto, poeira de madeira, de couro, de cimento, de cereais, têxtil, formaldeído, sílica, fuligem de carvão, solventes orgânicos e agrotóxicos podem estar mais vulneráveis ao câncer de laringe. Os trabalhadores da agricultura e criação de animais, indústria têxtil, de couro, metalúrgica, borracha, construção civil, oficina mecânica, fundição, mineração de carvão, assim como cabeleireiros, carpinteiros, encanadores, instaladores de carpete, moldadores e modeladores de vidro, oleiros, açougueiros, barbeiros, mineiros, pintores e mecânicos de automóveis também podem apresentar risco aumentado”, detalhou a médica.
O diagnóstico do câncer da laringe se dá por meio da laringoscopia. De acordo com a localização e a extensão do câncer, ele pode ser tratado com cirurgia e/ou radioterapia e com quimioterapia associada à radioterapia. Quanto mais precocemente for feito o diagnóstico, maior a possibilidade de cura.
