
Foto: Simone Lima – GDC
Neste domingo (25), além da fumaça registrada no interior de São Paulo, o céu de Brasília, de Goiânia e de Belo Horizonte amanheceu tomado por fumaça. Tanto a capital federal quanto as capitais goiana e mineira estão há mais de 100 dias sem chuvas, mas o tempo nublado não é sinal de precipitações.
De acordo com especialistas, a fumaça deveria avançar sobre o centro do país neste fim de semana, transportada pelo vento, em decorrência da quantidade elevada de queimadas, especialmente no Pantanal, na Amazônia e na região Sudeste.
Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), esta é a temporada com o maior registro de focos de queimadas em 17 anos, situação agravada pela seca que castiga mais de mil cidades brasileiras.
A primeira causa para o corredor de fumaça está na intensidade do fogo. Conforme o Inpe, só no mês de agosto foram registrados mais de 22 mil focos de incêndio na Amazônia Legal. Em comparação com o ano passado, por exemplo, o número era de 12 mil.
No restante do país, o cenário também não é favorável. De forma geral, o país está no pior momento em relação aos focos de incêndio da última década.
O segundo fator é a seca, que serve como ignição para os focos de incêndio, somando-se às queimadas ilegais. Geralmente, a estiagem acontece de agosto a outubro, mas o pico acontece em setembro, quando sentimos mais os impactos.
No entanto, meteorologistas explicam que ela chegou antes do previsto, ainda em julho.
