Força-tarefa afasta 8 PMs investigados por envolvimento na execução de delator do PCC

Por: Rádio Sampaio com G1
 / Publicado em 12/11/2024

Vinicius Lopes Gritzbach, que foi executado no Aeroporto Internacional de SP — Foto: Reprodução

A força-tarefa da Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou nesta terça-feira (12) que afastou preventivamente oito policiais militares investigados por suspeita de envolvimento na execução de Antônio Vinicius Lopes Gritzbach, delator da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Vinicius foi morto a tiros durante atentado na sexta-feira (8) no Aeroporto Internacional de São Paulo, que fica em Guarulhos, cidade da região metropolitana. Câmeras de segurança gravaram o momento em que dois criminosos armados com fuzis disparam 29 vezes na direção do empresário.

Além de Vinicius, morto com dez tiros, outras quatro pessoas que estavam no entre a plataforma e o saguão do aeroporto foram atingidas pelos tiros. Um motorista por aplicativo morreu. As outras três vítimas ficaram feridas, mas sobreviveram.

A força-tarefa, composta por representantes da Polícia Civil, Polícia Militar (PM) e Polícia Técnico-Científica, investigam as causas, motivos e eventuais responsabilidades pelo crime.

De acordo com a pasta da Segurança, o caso é apurado como "homicídio, lesão corporal e localização e apreensão de objeto". A investigação analisa vídeos do crime, e ouve depoimentos de testemunhas e sobreviventes para tentar esclarecer o que ocorreu. Até a última atualização desta reportagem, nenhum dos criminosos foi identificado ou preso.

Os agentes da PM investigados são do 18º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano (BPM-M), na Zona Norte de São Paulo, onde atua a maioria do grupo, e do 23º BPM-M, na Zona Oeste da capital paulista.

Nesta segunda (11), o secretário da pasta, Guilherme Derrite, afirmou que o grupo terá a participação de seis membros das forças de segurança do estado e será coordenado pelo secretário-executivo da SSP, delegado Osvaldo Nico Gonçalves.

Gritzbach fechou em março um acordo de delação premiada com o Ministério Público de São Paulo para delatar crimes da facção e de policiais. Ele chegou a pedir mais proteção aos promotores, em virtude de ter sido jurado de morte.

Até a publicação desta reportagem, ninguém havia sido preso.

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