‘Força policial mais perigosa do mundo’, diz jornal inglês sobre PM de São Paulo

Moradores do Morro do São Bento, em Santos, soltam balões brancos durante velório de Ryan da Silva Andrade Santos, de 4 anos — Foto: Maria Isabel Oliveira / O Globo

O tabloide inglês The Sun chamou a Polícia Militar de São Paulo de “força policial mais perigosa do mundo”. Em publicação neste domingo (16), o jornal traz uma entrevista com Camila Asano, diretora-executiva da Conectas, com o título “Streets of Blood - Inside world’s most dangerous police force as kids shot dead, suspects thrown off bridges & cops ‘wanting murders on CV’” (“Ruas de Sangue - Por dentro da força policial mais perigosa do mundo, com crianças mortas a tiros, suspeito jogado de pontes e policiais que ‘querem assassinatos no currículo’”, em tradução livre).

A imagem que ilustra a matéria é uma montagem com fotos de policiais durante operações ao lado do governador de São Paulo, Tarcisio de Freitas (Repuclicanos), e do secretário de Segurança Pública do estado, Guilherme Derrite.

Formada em Relações Internacionais pela Universidade de São Paulo (USP) e mestre em Ciência Política, Camila lidera a organização com foco em direitos humanos desde 2022. Na entrevista ao The Sun, ela cita casos recentes de violência policial que deram início a uma crise na segurança pública de São Paulo, como a morte do menino Ryan da Silva Andrade, de 4 anos, em ação da PM, em Santos, no litoral paulista.

O assassinato do estudante de medicina Marco Aurélio Cardenas Acosta, de 22 anos, na portaria de um hotel na Vila Mariana, na Zona Sul da capital. E o caso de um homem jogado de uma ponte por um PM na região Sul de São Paulo.

Segundo Camila, a letalidade policial em São Paulo vinha em uma tendência de queda até o início da administração do governador de São Paulo Tarcisio de Freitas. Depois que a gestão atual assumiu, diz, o governador passou a defender as ações da polícia, além de questionar evidências do que funciona para o controle da letalidade, como as câmeras corporais nos uniformes dos agentes.

A diretora-executiva do Conectas menciona ainda a responsabilidade de Derrite para o aumento da violência policial. Derrite já defendeu que é "vergonhoso" para um policial não ter ao menos "três ocorrências" por homicídio no currículo. O áudio foi revelado em junho de 2015 pela Ponte Jornalismo.

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