Filha doa medula para salvar a vida de mãe com leucemia em Santa Catarina
Por: Victor Fernando/Rádio Sampaio
/ Publicado em 10/05/2026
A escolhida para a doação foi a filha caçula, Natália Pires, de 32 anos — Foto: Arquivo pessoal/Natália Pires
A empresária Cláudia Pires, dona de um salão de beleza em Florianópolis, encontrou na própria filha a doadora compatível para um transplante de medula óssea após ser diagnosticada com leucemia em setembro de 2025. O procedimento, considerado fundamental no tratamento da doença, foi realizado em março deste ano e marcou a etapa mais delicada da recuperação da paciente.
Segundo Cláudia, os primeiros sintomas surgiram com manchas vermelhas e roxas pelo corpo, inicialmente confundidas com uma virose. Após exames e internação devido à baixa contagem de plaquetas, veio a confirmação da leucemia.
Com a indicação médica para o transplante, familiares passaram por testes de compatibilidade. O resultado foi divulgado em 24 de dezembro, véspera de Natal, quando a filha caçula, Natália Pires, de 32 anos, foi apontada como compatível para a doação.
O transplante aconteceu em março, dois dias após Natália realizar a doação da medula. Cláudia permaneceu internada por 27 dias em isolamento total durante o tratamento.
A filha mais velha, Marcela, acompanhou a mãe durante toda a internação. Segundo a família, o período foi marcado por desafios emocionais e pela necessidade de adaptação à nova rotina de cuidados.
De acordo com especialistas, nem todos os pacientes conseguem encontrar um doador compatível dentro da própria família, tornando essencial a participação no banco nacional de doadores de medula óssea. Em Santa Catarina, atualmente 169 pessoas aguardam por transplante, enquanto cerca de 30 mil estão cadastradas como possíveis doadoras.
O diretor-técnico do Hemosc, Guilherme Genovez, explicou que a diversidade genética da população brasileira torna a busca por compatibilidade mais complexa, podendo haver apenas um doador compatível entre milhares de pessoas cadastradas.