


A Fifa abriu investigação para analisar a faixa exibida pela Argentina depois de eliminar a Inglaterra, por 2 a 1, nas semifinais da Copa do Mundo 2026. A entidade também analisa punições para os argentinos que provocaram briga contra os espanhois depois da decisão, vencida por 1 a 0 pela Espanha.
A faixa dizia "As Malvinas são argentinas". Antes do jogo, a Fifa emitiu determinação para que fossem proibidas entradas de torcedores com qualquer referência à Guerra da Malvinas, conflito ocorrido em 1982. Também foram vetadas mensagens provocativas no estádio de Atlanta.
A Fifa abriu as seguintes investigações:
Artigo 13, parágrafo 2: usar um evento esportivo para manifestações de natureza não esportiva
Artigo 14, parágrafo 5: má conduta da equipe
Artigo 15: discriminação e abuso racista
Artigo 17: ordem e segurança em partidas
A Fifa também avalia punições para dois jogadores argentinos que provocaram briga depois da decisão contra a Espanha, em que a Argentina perdeu por 1 a 0. São eles: o lateral Molina, o volante Paredes e o auxiliar Ayala, que agrediu o espanhol Dani Olmo.
O argentino Molina também é investigado por conduta antidesportiva, assim como seu colega de seleção, o meia Almada, e o meio-campista espanhol Gavi.
A Guerra das Malvinas
O conflito dos anos 1980 foi motivado pela disputa de soberania do arquipélago das Ilhas Malvinas - ou Falkland para os ingleses -, que era controlada pelo Reino Unido desde 1833, mas reivindicada pela Argentina. Foram 907 mortos, sendo 649 argentinos, 255 britânicos e três civis da ilha.
A Guerra das Malvinas durou 74 dias, entre 2 de abril de 14 de junho de 1982. O controle das Malvinas segue com os britânicos.
