
Foto: Ilustração
A família de uma adolescente de 17 anos vive dias de angústia e revolta após a jovem denunciar quatro homens por estupro coletivo ocorrido no último domingo (31), em Quebrangulo. O caso, que está sendo investigado pela Polícia Civil, ganhou ainda mais repercussão após relatos da madrasta da vítima em entrevista ao portal g1 neste sábado (6).
Segundo a madrasta, o impacto psicológico sobre a adolescente tem sido devastador. "Eu não desejo isso para ninguém. É uma situação muito difícil, ela está muito mal, tudo isso perturbou ela psicologicamente. O pai dela está arrasado", desabafou. A família relata que novos áudios e informações sobre os agressores continuam surgindo, intensificando o sofrimento.
A jovem saiu de casa acompanhada de duas amigas para uma festa. Lá, foram convidadas por um homem para comer lasanha em sua residência. As três aceitaram o convite, mas ao chegarem, foram oferecidas bebidas. As amigas decidiram ir embora, deixando a adolescente sozinha no local. Pouco depois, outros três homens chegaram à casa. Segundo a família, foi nesse momento que a jovem foi estuprada e agredida pelos quatro.
A denúncia se agravou com a revelação de que os suspeitos teriam gravado vídeos do crime e compartilhado entre si. Um dos homens teria ainda gravado um áudio, que vazou, confessando que todos mantiveram relações com a adolescente. "Um vídeo nojento. Eles gravaram, acredito que para se gabar entre eles e fazer graça depois", relatou a madrasta, que afirma que uma cópia do vídeo foi registrada da tela e poderá servir como prova.
A adolescente foi encontrada em estado de choque, vestida com uma camisa que não era sua e com hematomas pelo corpo. A família acredita que ela tenha sido dopada. Desde então, ela está recebendo acompanhamento médico e psicológico.
A família exige que todos os envolvidos sejam responsabilizados. "A gente só quer que a justiça seja feita e que eles sejam presos. Todos eles", afirmou a madrasta.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil de Alagoas. A sociedade aguarda por respostas e medidas que garantam justiça à vítima e segurança às mulheres da região.
