Citando o porta-voz dos socorristas, a TV estatal informou que pelo menos 516 pessoas haviam ficado feridas. Ainda não estava claro se havia vítimas fatais.
A agência de notícias semi-oficial Tasnim publicou imagens de homens feridos deitados na estrada sendo atendidos em meio a cenas de confusão.
Os esforços para extinguir o incêndio decorrente da explosão continuavam. A alfândega do porto informou que caminhões estavam sendoretirados da área e que o pátio de contêineres onde ocorreu a explosão provavelmente continha "bens perigosos e produtos químicos."
A TV estatal disse que "a negligência no manuseio de materiais inflamáveis foi um fator contribuinte" para a explosão.
Petróleo não foi afetado
Instalações petrolíferas não foram afetadas pela explosão, segundo comunicado da Companhia Nacional de Refino e Distribuição de Petróleo do Irã, que afirmou: "A explosão e o incêndio no Porto Shahid Rajaee não têm ligação com refinarias, tanques de combustível, complexos de distribuição e oleodutos relacionados a esta companhia."
A grande explosão quebrou janelas em um raio de vários quilômetros, segundo a mídia iraniana, com imagens compartilhadas online mostrando uma nuvem em forma de cogumelo se formando após a explosão.
A agência de notícias Fars informou que a explosão foi ouvida em Qeshm, uma ilha a 26 quilômetros ao sul de Bandar Abbas.
Em 2020, computadores no mesmo porto foram alvo de um ciberataque que causou grandes congestionamentos nas vias fluviais e nas estradas. O jornal "The Washington Post" havia reportado que o arquirrival do Irã, Israel, parecia estar por trás desse incidente como retaliação a um ataque cibernético iraniano anterior.
Não houve comentário imediato do Exército israelense nem do gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu quando questionados sobre uma possível ligação de Israel com a explosão.


