Boletim médico divulgado neste sábado pelo Hospital DF Star, em Brasília, informa que os exames realizados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro mostraram um quadro de infecções pulmonares, esofagite e gastrite.
Segundo o documento, os exames evidenciaram "imagem residual de duas infecções pulmonares recentes possivelmente relacionadas a episódios de broncoaspiração".
"A endoscopia mostrou persistência da esofagite e da gastrite, agora menos intensa, porém com a necessidade de tratamento medicamentoso contínuo", diz o boletim médico.
A recomendação dos médicos, de acordo com o boletim, é que o ex-presidente siga com tratamento da hipertensão arterial e do quadro de refluxo e com medidas preventivas de broncoaspiração.
O médico cardiologista Leandro Echenique afirmou que "o tratamento agora é exclusivamente medicamentoso, não precisa de nada de cirurgia". Ele também disse que Bolsonaro "recebeu as orientações nutricionais e de exercícios para manter massa muscular".
Segundo Cláudio Birolini, médico chefe da equipe que realizou cirurgia em Bolsonaro em abril, também foram feitos neste sábado exames para avaliar os resultados daquele procedimento.
"Aparentemente está tudo em ordem, o trânsito intestinal está preservado, as hérnias estão resolvidas, mas ele persiste com esse quadro de esofagite e algum grau de refluxo. Esse refluxo, provavelmente, como causa dessas pneumonias de repetição que ele tem tido", disse Birolini.
"O fato de ele estar em casa agora prejudica um pouco a atividade física, então a gente está sugerindo a ele que intensifique um pouco os exercícios, musculação", acrescentou.
"A previsão é de que nós sigamos acompanhando o quadro clínico. Não estão previstas novas intervenções, mas eventualmente outros exames podem ser necessários nas semanas subsequentes."
Segundo seus advogados, o ex-presidente tem apresentado refluxo e soluços.
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Bolsonaro após realizar exames em Brasília — Foto: Adriano Machado/Reuters
Bolsonaro está em prisão domiciliar desde 4 de agosto. A medida foi imposta pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes porque o ex-presidente é suspeito de atuar, junto com o filho Eduardo, para tentar interferir no processo em que é réu por golpe de Estado.
Eduardo está licenciado do mandato de deputado federal e está morando nos Estados Unidos, onde diz que tem atuado para o governo de Donald Trump impor sanções a autoridades brasileiras.
A saída de Bolsonaro da prisão domiciliar foi autorizada por Moraes. O ministro liberou a realização de exames, mas cobrou a apresentação de atestado de comparecimento ao Hospital DF Star.
