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Após quase 10 anos do homicídio do corretor de imóveis Gerson Gomes Vieira, o ex-prefeito de Maribondo, Leopoldo Pedrosa, enfrentou o júri popular nesta quarta-feira (26).
O julgamento resultou na condenação do réu a 13 anos e seis meses de prisão, em regime fechado.
Assim que a sentença foi lida, Pedrosa saiu diretamente para o presídio, onde já começou a cumprir a pena.
Durante a votação, os jurados reconheceram a condenação anterior do ex-prefeito por tráfico de drogas, o que agravou a situação e contribuiu para o aumento da pena.
Além disso, foi aplicada a qualificadora de motivo fútil, tornando o crime ainda mais grave no entendimento da Justiça.
O caso, que ganhou grande repercussão à época, voltou ao centro das atenções com o desfecho no tribunal do júri.
A decisão reforça o posicionamento de que o histórico criminal e as circunstâncias do crime devem ser considerados na dosimetria da pena.
A defesa ainda pode recorrer, mas Leopoldo Pedrosa permanecerá preso enquanto o processo segue nas instâncias superiores.
Disputa por pagamento teria motivado o crime
As investigações apontam que o ex-prefeito teria planejado o homicídio por causa de uma disputa comercial. Gerson intermediou a venda de um imóvel avaliado em cerca de R$ 800 mil e cobrava uma comissão de R$ 40 mil, que não teria sido paga — o que, segundo o inquérito, motivou o assassinato.
O caso ganhou repercussão devido à brutalidade dos fatos e enfrentou diversos adiamentos ao longo dos anos. Para os moradores e familiares, a decisão representa um marco na busca por justiça.