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Ex-governador do RJ, Cláudio Castro desistiu de disputar o Senado, diz Valdemar Costa Neto

Rádio Sampaio com Metrópoles
Publicado 28/05/2026
Claudio Castro- Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

 

O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) comunicou nesta quinta-feira (28/5) ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto, que desistiu de disputar uma vaga no Senado nas eleições deste ano. Lançada em fevereiro, a pré-candidatura se tornou insustentável após o político ser declarado inelegível e virar alvo de duas operações da Polícia Federal em menos de 15 dias.

Valdemar afirmou ao Metrópoles que caberá ao PL do Rio de Janeiro definir o substituto. “O Rio que resolve”, disse. Segundo apurou a reportagem, Castro também já comunicou a desistência à direção da sigla no estado.

O recuo já era esperado pelas cúpulas nacional e estadual do PL. Nos bastidores, a candidatura de Castro vinha sendo tratada como “inviável”, e o ex-governador passou a ser visto por correligionários como uma espécie de “âncora” para a chapa do partido no Rio. Ele já vinha, inclusive, sendo deixado de lado em agendas públicas.

Castro foi alvo de investigações da PF relacionadas a supostas fraudes envolvendo o Banco Master e a Refit, antiga Refinaria de Manguinhos. O ex-governador foi alvo de mandados de busca e apreensão.

Dirigentes do partido afirmaram ao Metrópoles, sob reserva, que havia receio de que a manutenção da pré-candidatura de Castro prejudicasse o desempenho do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa ao Planalto e de Douglas Ruas (PL) na corrida pelo governo do Rio de Janeiro.

Integrantes da cúpula do PL fluminense vinham dizendo que a avaliação interna era de que a situação do ex-governador ainda poderia se agravar e que haveria “mais por aí”.

Cláudio Castro seria candidato ao Senado em uma chapa encabeçada por Douglas Ruas, com o ex-prefeito de Nova Iguaçu Rogério Lisboa (PP) como vice. O ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella (União) ocuparia a outra vaga na disputa ao Senado.

Nos bastidores, dirigentes do PL já discutem substitutos para Castro. A expectativa é de que Flávio Bolsonaro, que participou da construção da chapa no Rio em fevereiro, tenha a palavra final sobre o nome.

Entre os cotados estão os deputados federais Carlos Jordy e Sóstenes Cavalcante, além do ex-secretário de Polícia Civil do Rio Felipe Curi. A mãe de Flávio, Rogéria Bolsonaro, também é mencionada nas conversas internas. Inicialmente, ela seria suplente de Márcio Canella.

 

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