Ex-diretor da PF é preso em operação contra corrupção em órgãos ambientais

Por: Rádio Sampaio com Rádio Itatiaia
 / Publicado em 17/09/2025

Natural de Barbacena, na Região Central de Minas, Rodrigo de Melo Teixeira é formado em Direito pela UFMG- Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

 

Rodrigo de Melo Teixeira, ex-superintendente da Polícia Federal (PF) em Minas Gerais, foi preso na Operação Rejeito, deflagrada pela PF nesta quarta-feira (17)- para apurar um esquema de corrupção em órgãos ambientais do estado, que já sofreu com os rompimentos de barragens em Mariana e Brumadinho.

Teixeira foi nomeado no início da gestão do atual diretor-geral, Andrei Rodrigues, e ocupou a função de diretor de Polícia Administrativa no governo Lula. Ele era o terceiro na hierarquia da cúpula da PF até deixar o cargo no final de 2024. A reportagem tenta contato com a defesa de Rodrigo.

Atualmente, Rodrigo exerce a função de diretor de Administração e Finanças do Serviço Geológico do Brasil, na Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (SGB/CPRM).

Natural de Barbacena, na Região Central de Minas, Rodrigo de Melo Teixeira é formado em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e possui especializações em Gestão de Segurança Pública, Política e Estratégia e Direito Público.

Ingressou na Polícia Federal em 1999, onde ocupou diversas posições de liderança, incluindo chefe de delegacias especializadas e corregedor regional. A investigação da operação Rejeito apontou que ele seria administrador oculto de uma empresa de mineração e mantinha negócios com alvos investigados enquanto atuava como diretor da PF na gestão de Andrei Rodrigues.

Atuação em Minas

Rodrigo também foi secretário adjunto da Secretaria de Defesa Social de Minas Gerais (2015-2016) - gestão de Fernando Pimentel (PT) e presidente da Fundação Estadual do Meio Ambiente (2016-2018). Assumiu a Superintendência da PF em 2018, quando liderou as investigações do atentado contra o então candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PL), em Juiz de Fora, em 6 de setembro daquele ano.

Entre 2019 e 2022, atuou como secretário adjunto de Segurança da Prefeitura de Belo Horizonte, na gestão de Alexandre Kalil.

Rodrigo recebeu diversas condecorações, entre elas as medalhas Presidente Juscelino Kubitschek, da Inconfidência e Santos Dumont, em reconhecimento ao seu trabalho na segurança pública de Minas Gerais.

Operação

A PF cumpriu na manhã desta quarta-feira (17), 79 mandados de busca e apreensão e pelo menos 22 mandados de prisão preventiva, em Belo Horizonte e em outras regiões de Minas.

A megaoperação é contra um esquema de fraudes em licenças ambientais envolvendo mineração. O principal alvo da operação é Alan Cavalcante do Nascimento, apontado como líder da organização. Ele seria responsável pelas decisões estratégicas, movimentações financeiras e articulações com servidores públicos.

O grupo, segundo as investigações, movimentava valores bilionários por meio de empresas de fachada, propinas a servidores públicos e concessão irregular de licenças.

As investigações da PF identificaram ainda a participação do ex-deputado João Alberto Paixão Lages, apontado como articulador político e institucional do grupo criminoso. Ele seria responsável por tráfico de influência, pagamentos de propina e manipulação normativa junto a órgãos ambientais e culturais.

Outro investigado é Gilberto Henrique Horta de Carvalho, acusado de atuar como lobista para impedir projetos legislativos de proteção da Serra do Curral. Há indícios de que ele recebeu valores indevidos pela atuação.

Fraudes em licenciamento ambiental

De acordo com a PF, o esquema também contava com a participação de servidores públicos estratégicos. Entre eles está Rodrigo Gonçalves Franco, presidente da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam), acusado de conceder licenças fraudulentas, manipular pareceres técnicos e cobrar propinas.

Outro alvo é Leandro César Ferreira de Carvalho, ex-gerente regional da Agência Nacional de Mineração (ANM) em Minas Gerais, que, mesmo afastado do cargo, seguia fornecendo informações privilegiadas e antecipando decisões em benefício da organização.

Servidores afastados:

Como parte das medidas cautelares, servidores de diferentes órgãos ambientais e minerários foram afastados de suas funções. A lista inclui nomes ligados à ANM, à Feam, ao Instituto Estadual de Florestas (IEF) e ao Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam).

 

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