
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado - 7.abr.2015
O ex-presidente da Câmara dos Deputados Aldo Rebelo divulgou, nesta sexta-feira (7), um vídeo nas redes sociais em que acusa a existência de uma “caixa-preta” dentro do Estado brasileiro, supostamente controlada por organizações não governamentais (ONGs) com financiamento estrangeiro.
Segundo Rebelo, essa estrutura estaria presente em órgãos como o Ministério do Meio Ambiente, o IBAMA, o Ministério dos Povos Indígenas e a FUNAI. Ele afirma que haveria um esquema de “porta rotatória”, em que integrantes das ONGs ocupariam cargos públicos e depois retornariam às entidades para “controlar o ministério de fora”.
“Essa caixa-preta está alojada dentro do Estado brasileiro, protegida pelo governo, e é administrada por ONGs financiadas do exterior, a serviço de interesses internacionais contra o Brasil”, declarou o ex-deputado.
Rebelo também associou a atuação dessas organizações à estagnação econômica e social do país, alegando que “o Brasil não gera empregos nem tem recursos para universidades ou hospitais”. Ele mencionou o Fundo Amazônia como exemplo do que considera influência estrangeira indevida, e afirmou que a Amazônia, apesar de suas riquezas naturais, “permanece na pobreza” por conta da ação das ONGs.
Durante o pronunciamento, Rebelo criticou o governo federal e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmando que a nomeação de autoridades ligadas à área ambiental é uma responsabilidade direta do governo.
“Ou o Brasil acaba com essas ONGs, ou essas ONGs vão acabar com o Brasil”, concluiu, classificando a atuação dessas entidades como “atividade criminosa contra os interesses nacionais”.
As declarações foram publicadas no mesmo período em que ocorre a COP30, em Belém (PA), evento que discute políticas globais de combate às mudanças climáticas.
