Europa arde sob número recorde de incêndios florestais

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Incêndios florestais continuam a queimar no sul da Europa em meio a ondas recordes de calor em muitas regiões propensas a queimadas.

A Espanha vive uma das piores e mais destrutivas temporadas de fogo das últimas décadas, ainda que o calor extremo ao longo da Península Ibérica tenha dado uma trégua.

A situação é particularmente grave na região da Galícia, acima do norte de Portugal, onde a quantidade de focos de incêndio também preocupa as autoridades; em alguns casos, o avanço das chamas foi tão rápido que moradores tiveram que lutar contra elas sozinhos antes da chegada dos brigadistas para não perder suas casas.
Na Espanha, os incêndios deste ano mataram quatro pessoas e queimaram até agora uma área de cerca de 3,8 mil quilômetros quadrados – mais que o dobro do tamanho da cidade de São Paulo –, segundo o Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais (Effis), órgão da União Europeia.

Em Portugal, outras duas pessoas foram mortas e uma área de 2,3 mil quilômetros quadrados foi consumida pelo fogo. O país teve que pedir brigadistas à UE; a Espanha também está recebendo ajuda de forças de países no continente.

Ao todo, a Europa perdeu até agora mais de 8,9 mil quilômetros quadrados para as chamas. Isso é quatro vezes mais que o dano causado pelas queimadas no mesmo período em 2024.

Quais são as regiões da Europa mais afetadas

“Estamos vendo temperaturas extremas em grandes porções da Europa, recordes de 40 ºC sendo quebrados em muitos lugares”, afirma Julie Berckmans, cientista climática da Agência Europeia do Ambiente.

“O sul da França, Espanha, Grécia, Turquia, Bélgica, Holanda, Reino Unido – todos estão atingindo altas temperaturas. Há incêndios massivos na Espanha, em Portugal, França, Grécia, Turquia, Albânia.”

 

 

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