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EUA sancionam duas pessoas e três empresas brasileiras por suposta ligação com o PCC

Rádio Sampaio com G1
Publicado 01/07/2026

 

Foto: REUTERS/Jonathan Ernst

 

O governo Trump anunciou nesta quarta-feira (1º) sanções contra dois brasileiros, três empresas baseadas no Brasil e uma empresa portuguesa por suposta ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). As sanções foram formalizadas pelo Departamento do Tesouro norte-americano.

Brasileiros sancionados:

  • Victor Henrique de Oliveira Shimada;
  • Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira.

Empresas sancionadas:

  • Victory Trading Intermediacão De Negocios Cobrancas E Tecnologia Ltda;
  • Pixwave Solucoes De Pagamentos Ltda;
  • Wave Construcoes Inteligentes Ltda;
  • Avenidas Flutuantes Unipessoal Lda (de Portugal).

Esta é a primeira rodada de sanções econômicas divulgadas pelo governo Trump contra alvos que acredita ter relação com a facção brasileira após ter classificado o PCC e o CV como grupos terroristas internacionais, em junho.

No comunicado do Departamento do Tesouro, o governo Trump voltou a chamar o PCC de "maior organização criminosa transnacional do Hemisfério Ocidental" e afirmou que a facção representa uma "ameaça significativa à segurança nacional dos EUA". Além disso, acusou o PCC de utilizar o sistema financeiro norte-americano para lavar dinheiro.

Segundo os EUA, Victor e Stella e as três empresas citadas integrariam uma rede internacional de lavagem de dinheiro do PCC, que tem sido investigada na Flórida. Outros seis acusados de integrar essa rede de lavagem de dinheiro foram presos em janeiro deste ano no estado norte-americano, segundo o comunicado.

👉 Em junho, o Departamento de Estado dos EUA classificou o PCC e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, contrariando os pedidos do governo federal. A determinação abre espaço para ações mais duras e unilaterais dos Estados Unidos, como sanção de cidadãos e empresas brasileiras e, em último caso, intervenção direta no território nacional.

Sobre Victor Shimada, os EUA o chamaram de "elo-chave entre membros do PCC na Flórida e traficantes internacionais" e o acusaram de:

  • lavar mais de US$ 30 milhões (cerca de R$ 156 milhões) em recursos ilícitos gerados em várias cidades dos EUA, utilizando criptomoedas para transferir valores de volta ao Brasil em nome do PCC;
  • envolver-se em outros crimes financeiros além da lavagem de dinheiro do tráfico.

 

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