EUA e Irã chegam a acordo de paz, dizem Trump e primeiro-ministro do Paquistão

Rádio Sampaio com G1
Publicado 14/06/2026
Presidente dos EUA, Donald Trump- Reprodução/Reuters

 

Os Estados Unidos e o Irã chegaram a um acordo de paz, conforme informações confirmadas por Donald Trump e o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif na noite deste domingo (14).

Em uma publicação na rede social X (antigo Twitter), Sharif declarou que "ambos os lados declararam o encerramento imediato e permanente das operações militares em todas as frentes, incluindo no Líbano".

Ainda segundo o premiê paquistanês, a cerimônia oficial de assinatura do tratado está marcada para o dia 19 de junho, na Suíça.

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, também publicou a informação em uma postagem na rede Truth Social.

"O acordo com a República Islâmica do Irã está agora concluído. Parabéns a todos!", declarou Trump.

No texto, ele também determinou a liberação da rota marítima sem a cobrança de pedágios ou taxas e incentivou a retomada do transporte global de combustíveis. O Estreito de Ormuz é uma das vias mais importantes do mundo para o escoamento de petróleo.

"Autorizo a remoção imediata do bloqueio naval dos Estados Unidos. Navios do mundo, liguem seus motores. Deixem o petróleo fluir!", afirmou.

O serviço de notícias do Irã (agência IRNA) também confirmou a informação do acordo de paz, replicando mensagens de Donald Trump e de Shebaz Sharif.

Segundo o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, um dos principais temas das negociações previstas para os próximos 60 dias será o fim das sanções impostas ao país, além da criação de mecanismos para a reconstrução do Irã e de um sistema de monitoramento para garantir o cumprimento dos compromissos assumidos por todas as partes envolvidas. A informação foi divulgada pela Reuters.

Histórico

O presidente americano Donald Trump já havia dito que a assinatura do acordo de paz estava marcada para este domingo, em uma postagem na rede social Truth Social neste sábado (13).

Segundo o americano, o Estreito de Ormuz será aberto imediatamente após a assinatura.

Confira outros pontos do acordo que, segundo Trump, estabelece o fim do conflito no Oriente Médio e coloca uma barreira definitiva para que o Irã tenha uma arma nuclear.

Pontos do acordo

Nenhuma das duas partes divulgou, oficialmente, o conteúdo do novo acordo. No entanto, a imprensa norte-americana e a iraniana publicaram alguns pontos com base em fontes dos dois governos.

A rede de TV CNN Internacional afirmou, com base em fontes do regime iraniano, que o memorando prevê que:

Haja um novo cessar-fogo de 60 dias em 'todas as frentes', incluindo o Líbano;

O Estreito do Ormuz seja reaberto imediatamente. O Irã não cobre taxas das embarcações, e o tráfico local volte aos níveis pré-guerra em 30 dias;

Os EUA também levantem o bloqueio naval que fazem na entrada de Ormuz;

Sanções ao Irã sejam flexibilizadas progressivamente;

O Irã se comprometa a não obter uma arma nuclear.

A agência de notícias Reuters ouviu de uma fonte do governo norte-americano que o acordo prevê que:

O Estreito de Ormuz será reaberto;

O programa nuclear iraniano será desmantelado;

O Irã não receba dinheiro de seus ativos congelados pelas sanções até que cumpra sua parte do acordo.

Já a imprensa estatal iraniana divulgou nesta sexta-feira (12) que Teerã não abrirá mão do controle do Estreito de

Ormuz e do direito de enriquecer urânio. A agência de notícias iraniana Mehr diz o memorando de entendimento deve:

Suspender as sanções dos EUA contra o Irã;

Retirar as forças militares norte-americanas das proximidades do país;

Levantar o bloqueio naval a portos iranianos, com reabertura do Estreito de Ormuz;

Interromper as hostilidades em todas as frentes da guerra, incluindo o Líbano.

Trump disse esperar que o processo seja conduzido de forma rápida, fácil e tranquila: "Esperamos trabalhar em conjunto com Irã e todo o Oriente Médio no futuro", afirmou. O presidente americano também afirma que, "no momento apropriado e quando tudo estiver calmo", os EUA irão recolher o resíduo nuclear enterrado sob montanhas de granito e destruí-lo.

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