Estudo aponta que AL mantém redução de mortes por Covid-19, mas volta a registrar aumento de novos casos

Foto: Ailton Cruz

A avaliação da Covid-19 em Alagoas até a 38ª Semana Epidemiológica mostrou que, apesar de apresentar queda no número de óbitos causados pela doença desde o início de julho, o estado voltou a registrar aumento de casos e crescimento da taxa de transmissão do novo coronavírus. O estudo foi divulgado nesta segunda-feira (21) pelo Observatório Alagoano de Políticas Públicas para o Enfrentamento da Covid-19.

A maior incidência tanto de casos novos quanto de óbitos por 100 mil habitantes foi registrada na 9ª Região de Saúde, composta pelos municípios de Canapi, Carneiros, Dois Riachos, Maravilha, Monteirópolis, Olho D’Água das Flores, Olivença, Ouro Branco, Palestina, Pão de Açucar, Poço das Trincheiras, Santana do Ipanema, São José da Tapera e Senador Rui Palmeira.

O coordenador do observatório, Gabriel Bádue, alertou para o aumento de casos nessas localidades e em Maceió.

“Os destaques dessa semana são o aumento no número de novos casos no estado ao longo da 38ª semana epidemiológica, após seis semanas de queda. Pontualmente, as duas regiões que mais chamam atenção é a nona região de saúde (municípios circunvizinhos a Santana do Ipanema), que apresentou a maior incidência de novos casos na última semana, e Maceió que há cerca de cinco semanas não apresenta alterações significativas na incidência de novos casos, com exceção da diminuição verificada na 36ª semana”, explicou o pesquisador.

Somente duas regiões apresentam sinais de controle da transmissão

  • 2ª Região de Saúde: Jacuípe, Japaratinga, Maragogi, Matriz de Camaragibe, Passo de Camaragibe, Porto Calvo, Porto de Pedra, São Luís do Quitunde e São Miguel dos Milagres

  • 5ª Região de Saúde: Anadia, Boca da Mata, Campo Alegre, Junqueiro, Roteiro, São Miguel dos Campos e Teotônio Vilela

Cidades com redução de casos, mas ainda sem controle da transmissão

  • Maceió

  • Arapiraca

  • 8ª Região de Saúde: Belém, Cacimbinhas, Estrela de Alagoas, Igaci, Maribondo, Minador do Negrão, Palmeira dos Índios e Tanque d’Arca

  • 10ª Região de Saúde: Água Branca, Delmiro Gouveia, Inhapi, Mata Grande, Olho d’Água do Casado, Pariconha e Piranhas

Cidades com aumento de casos e sem controle da transmissão

  • 1ª Região de Saúde: Barra de Santo Antônio, Barra de São Miguel, Coqueiro Seco, Marechal Deodoro, Messias, Paripueira, Pilar, Rio Largo, Santa Luzia do Norte, Satuba e Flexeiras

  • 3ª Região de Saúde: Murici, Campestre, Colônia Leopoldina, Jundiá, Novo Lino, Branquinha, Ibategura, Joaquim Gomes, Santana do Mundaú, São José da Lage e União dos Palmares

  • 4ª Região de Saúde: Chã Preta, Mar Vermelho, Paulo Jacinto, Pindoba, Quebrângulo, Viçosa, Atalaia, Cajueiro e Capela

  • 6ª Região de Saúde: Feliz Deserto, Igreja Nova, Penedo, Piaçabuçu, Porto Real do Colégio, São Brás, Coruripe e Jequiá da Praia

  • 7ª Região de Saúde: Batalha, Belo Monte, Campo Grande, Coité do Nóia, Craíbas, Feira Grande, Girau do Ponciano, Jaramataia, Lagoa da Canoa, Limoeiro de Anadia, São Sebastião, Taquarana, Traipu, Major Isidoro, Olho d’Água Grande e Jacaré dos Homens

  • 9ª Região de Saúde: Canapi, Carneiros, Dois Riachos, Maravilha, Monteirópolis, Olho D’Água das Flores, Olivença, Ouro Branco, Palestina, Pão de Açucar, Poço das Trincheiras, Santana do Ipanema, São José da Tapera e Senador Rui Palmeira

O Observatório Alagoano para Enfrentamento da Covid-19 reforça que apesar da diminuição de óbitos, Alagoas ainda tem perdido vidas para a doença.

“Por fim, para além da instabilidade no número de casos, os quais devem ser rigorosamente monitorados e isolados junto com todas pessoas da cadeia de contágio, como recomendado entre as medidas indicadas pelo C4NE, enfatizamos que, apesar de todos os avanços conquistados desde o início da pandemia, registramos na última semana 42 óbitos. Se considerarmos as três últimas semanas, são 144 vidas perdidas!”, diz um trecho do boletim do Observatório.

Falsa sensação de proteção

Os pesquisadores reforçaram a importância das medidas para evitar o contágio pelo novo coronavírus. Segundo eles, apesar da falsa sensação de proteção sentida por causa da retomada de quase todas as atividades, é preciso manter todos os cuidados propostos nos protocolos de biosegurança, como o uso da máscara, a higienização das mãos e a não formação de aglomerações.

E reforçam que essas medidas só devem ser dispensadas quando houver imunização contra a doença.


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