Estudo aponta imunoterapia como alternativa eficaz contra câncer de intestino

Por: Rádio Sampaio com Só Notícia Boa
 / Publicado em 24/04/2026

Foto: Getty Images

Um tratamento inovador contra o câncer de intestino, realizado no Reino Unido, mostrou que pacientes ficaram sem sinais da doença por até 33 meses após uso do imunoterápico pembrolizumabe antes da cirurgia, sem necessidade de quimioterapia, segundo resultados preliminares divulgados por pesquisadores.

Um estudo clínico conduzido pela University College London e pelo UCL Hospital trouxe resultados promissores no tratamento do câncer de intestino. A pesquisa indica que a aplicação de imunoterapia antes da cirurgia pode eliminar a doença em parte dos pacientes e reduzir significativamente as chances de recidiva.

De acordo com os dados iniciais do ensaio NEOPRISM-CRC, 59% dos pacientes tratados não apresentaram sinais do câncer após o procedimento. Além disso, nenhum dos participantes apresentou retorno da doença durante quase três anos de acompanhamento, o que representa um avanço relevante em relação ao tratamento tradicional.

A estratégia adotada pelos pesquisadores consistiu em administrar o medicamento pembrolizumabe por até nove semanas antes da cirurgia, substituindo o modelo convencional que inclui quimioterapia após a intervenção cirúrgica. O método demonstrou redução significativa dos tumores, especialmente em pacientes com estágios 2 e 3 da doença.

Outro diferencial do estudo foi o uso de exames de sangue personalizados, capazes de identificar precocemente a resposta ao tratamento e detectar vestígios de câncer no organismo, aumentando a precisão do acompanhamento clínico.

Segundo o pesquisador principal, o oncologista Kai-Keen Shiu, os resultados são encorajadores e indicam que a abordagem pode ser segura e eficaz para pacientes de alto risco. Um dos participantes, de 73 anos, relatou ter retomado suas atividades normais após o tratamento, mantendo acompanhamento médico regular.

O câncer de intestino é um dos mais comuns no mundo e apresenta altas taxas de mortalidade, especialmente em estágios avançados. A pesquisa reforça a importância do diagnóstico precoce e aponta novos caminhos para tratamentos mais eficazes e menos agressivos.

Os resultados serão apresentados na reunião anual da American Association for Cancer Research, enquanto os estudos seguem em andamento para validação em larga escala.

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