
Durante debate promovido por especialistas, o economista Eduardo Giannetti afirmou que o Brasil ainda não está no chamado “precipício fiscal”, mas pode chegar a essa situação crítica a partir de 2026, caso não sejam adotadas medidas efetivas para o equilíbrio das contas públicas.
A análise foi feita com base no crescimento dos gastos obrigatórios e nas limitações do atual arcabouço fiscal. Giannetti destacou que a janela para ajustes está se fechando, e que há urgência na adoção de reformas estruturais, como a revisão de despesas e a melhora da qualidade do gasto público.
Paralelamente, projeções apontadas pela CNN Brasil indicam que, até 2029, os gastos obrigatórios devem atingir R$ 2,838 trilhões, enquanto as despesas discricionárias, aquelas que o governo pode controlar, devem despencar para apenas R$ 8,9 bilhões. Isso compromete a capacidade do Estado de investir em áreas essenciais como saúde, educação e infraestrutura.
A combinação de aumento nos gastos fixos, rigidez orçamentária e falta de espaço fiscal acende um alerta sobre a sustentabilidade das contas públicas no médio prazo. Especialistas ouvidos nos dois eventos ressaltaram que, sem reformas, o governo terá cada vez menos margem para políticas públicas, elevando o risco de instabilidade fiscal e econômica.
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