Só que nos Estados Unidos, as leis americanas para livros e filmes estabelecem que os títulos produzidos antes de 1978 são protegidos pelos direitos autorais por 95 anos. O que é o caso do filme de estreia do Mickey.
Como acontece com toda obra que fica sem os direitos, qualquer pessoa pode copiar, compartilhar, reutilizar ou adaptar o projeto original sem a necessidade de permissão de seu criador.
É só o Mickey do "barco a vapor"
Há um ponto importante em toda essa história: só aquele Mickey Mouse, em preto e branco, de 1928, que é quase o rascunho desse Mickey que a gente conhece hoje, que entra para a lista de domínio público. Ele e o filme "O barco a vapor".
Todas as outras versões do famoso ratinho seguem sob domínio da Disney, incluindo aquele vestido de mágico e que ilustrou o filme "Fantasia", de 1940.
A Disney, inclusive, falou que "vai continuar protegendo (seus) direitos sobre as versões mais modernas do Mickey Mouse e de outras obras que ainda estão sujeitas a direitos autorais".
E se eles não levarem para frente essa batalha que estão prometendo, outros personagens podem ter o mesmo destino do pequeno Mickey ao longo dos próximos anos.
Seguindo a regra da atual lei americana de direitos autorais, os próximos personagens de animação a correrem esse risco são:
- o Pluto, em 2026,
- o Pato Donald, em 2030,
- e o Patolino, em 2033.
Quando falamos das princesas da Disney, elas ainda teriam um tempinho a mais de proteção. Se nada mudar, a primeira que pode perder os direitos é a Branca de Neve, em 2032, já que a personagem ganhou seu primeiro filme em 1937.