

Trabalhadores de Portugal entraram em uma greve geral nesta quarta-feira (3) para protestar contra uma reforma trabalhista que está em tramitação no Parlamento. Convocada pelas principais centrais sindicais do país, a paralisação afeta transporte, educação, saúde e serviços públicos.
Enquanto o governo de Portugal defende a reforma para modernizar o mercado de trabalho e aumentar a competitividade da economia portuguesa, sindicatos e partidos de oposição afirmam que as medidas representam retrocesso em direitos trabalhistas.
O governo de Portugal argumenta que as mudanças propostas são necessárias para acelerar o crescimento econômico do país e aumentar investimentos estrangeiros.
O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, afirma que o país tem uma das legislações trabalhistas mais rígidas entre os integrantes da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Montenegro espera aprovar a reforma nas próximas semanas. Entre as principais medidas estão a ampliação das possibilidades de terceirização, a criação de acordos de banco de horas para atender períodos de maior demanda e mudanças nas regras de contratação.
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Trabalhadores durante protestos em Lisboa no dia 17 de abril de 2026 — Foto: REUTERS/Pedro Nunes
A proposta também altera regras sobre demissões e contratos de trabalho.
Os sindicatos argumentam que a reforma facilita demissões sem justa causa, amplia a precarização do trabalho e enfraquece direitos trabalhistas e sindicais.
