
Hugo Pimenta | Imagem: reprodução/TV Globo
Na madrugada da última terça-feira (13), o empresário Hugo Alves Pimenta foi preso pela Polícia Federal (PF), em Campo Grande (MS). Ele foi condenado pelo crime da Chacina de Unaí, em 2004, na zona rural de Unaí (MG), quando auditores fiscais foram executados por estarem investigando denúncias de trabalho escravo na região.
Segundo a PF, o condenado estava com um mandado de prisão em aberto e possuía um passaporte falso. Ele estava foragido desde setembro do ano passado. Pimenta foi considerado um dos intermediários no referido crime, ao lado de José Alberto de Castro. Os mandantes do crime são os ex-prefeito de Unaí, Antério Mânica, e seu irmão, Norberto Mânica. Este continua foragido, enquanto aquele foi preso.
O advogado de Pimenta, Glauber Mendes, disse que pedirá para que seu cliente responda em liberdade. A defesa entrou com um recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ), pedindo a revisão da execução provisória da pena, por considerar a decisão uma exceção.
Sobre o crime
Em 28 de janeiro de 2004, os auditores fiscais do trabalho e seu motorista, identificados como Nélson José da Silva, João Batista Soares Lage, Eratóstenes de Almeida Gonçalves e Aílton Pereira de Oliveira, foram assassinados em uma emboscada.
Em 2015, a Justiça condenou Hugo Pimenta a 96 anos de prisão. Após uma delação premiada, sua pena foi reduzida para 47 anos. Por fim, em 2022, o STJ reduziu seu tempo de punição para 27 anos, ainda permitindo que ele aguardasse o julgamento de recursos em liberdade.
Contudo, atendendo a uma ordem do ministro Alexandre de Moraes, o STJ decidiu que haveria uma execução provisória da pena, mas Hugo não voltou para a prisão.
